Jefferson Praia apóia proibição de 'pulseiras do sexo'

Da Redação | 07/04/2010, 20h15

O senador Jefferson Praia (PDT-AM) apoiou nesta quarta-feira (7) a proibição da comercialização e do uso das chamadas "pulseiras do sexo". Uma mania entre os adolescentes, as pulseiras são vendidas em várias cores. Quem arrebenta a pulseira recebe uma retribuição da dona, que pode ir de um beijo até uma relação sexual, conforme a cor do acessório.

Praia disse que a Polícia Civil do Amazonas está investigando duas mortes ocorridas em Manaus, de um adulto e uma adolescente de 14 anos de idade, e uma possível relação com as "pulseiras do sexo". Ele lembrou que a Justiça de Londrina, no Paraná, já proibiu a venda e o uso da pulseira entre menores de idade, após o caso de estupro de uma menina de 13 anos que usava o adereço.

O senador parabenizou a delegada titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, Linda Gláucia de Moraes, que apresentou ao Juizado da Infância e do Adolescente a recomendação de proibir a comercialização e o uso das pulseiras em locais públicos.

Obras públicas

Praia também registrou a realização, na terça-feira (6), na Comissão de Meio Ambiente e Fiscalização e Controle (CMA), da primeira audiência pública para discussão dos parâmetros de preços utilizados em obras públicas. Ele disse que um dos maiores objetivos a ser perseguido sempre pelo Senado Federal é a eficiência e a economicidade na realização de obras públicas.

- Cada centavo bem aplicado, o contribuinte fica feliz e os recursos financeiros renderão mais, provocando um maior número de obras e serviços no país. Estou me referindo a mais escolas, mais hospitais, melhor transporte coletivo e melhor segurança - disse.

O senador relevou a importância do planejamento adequado antes da realização das obras, bem como o projeto básico e executivo, com todo o detalhamento técnico necessário. Além disso, Praia alertou para necessidade de cada município ter pelo menos um engenheiro capacitado para a elaboração dos projetos e acompanhamento das obras.

- Foi dito na audiência que apenas 10% dos municípios brasileiros possuem pelo menos um engenheiro em seus quadros. Isso é lamentável - disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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