Promotor apresenta justificativa para ausência em reunião que tratou do caso Bancoop
Da Redação | 30/03/2010, 16h07
Dos quatro depoentes convidados a esclarecer denúncias de irregularidades na aplicação de recursos de fundos de pensão públicos na Cooperativa Habitacional dos Bancários ( Bancoop ), dois não compareceram à audiência pública conjunta realizada, nesta terça-feira (30), pelas Comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). De acordo com o presidente da CMA, senador Renato Casagrande (PSB-ES), um deles justificou a ausência, enquanto o outro simplesmente não apareceu para depor.
Quem enviou ofício à comissão expondo os motivos pelo não-comparecimento foi o promotor de Justiça José Carlos Blat, responsável pela investigação do caso pelo Ministério Público de São Paulo. Além de estar envolvido com diligências relativas à apuração de eventuais crimes praticados por dirigentes da cooperativa, o promotor tinha uma tomografia agendada no Hospital Sírio-Libanês.
Quanto ao corretor de câmbio Lúcio Bolonha Funaro, que teria detalhado ao MP o esquema de desvio de dinheiro de fundos de pensão públicos para o "caixa dois" de campanhas eleitorais, não encaminhou qualquer justificativa para faltar ao depoimento. As comissões só conseguiram ouvir os esclarecimentos do ex-presidente da Bancoop e atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e do advogado da cooperativa, Pedro Dallari.
Todos os depoentes foram convidados a vir ao Senado após a aprovação de requerimento do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) na CMA. Como requerimento similar, de autoria do senador Papaléo Paes (PSDB-AP), já havia sido aprovado pela CDH, as comissões decidiram fazer uma audiência pública conjunta. Com exceção do advogado da Bancoop, os demais convidados também já haviam sido chamados a falar perante a CPI das ONGs.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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