Osmar Dias lamenta excesso de promessas do governo federal

Da Redação | 30/03/2010, 15h58

Referindo-se ao anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC-2) e à desincompatibilização de ministro, prefeitos e governadores para as eleições, o senador Osmar Dias (PDT-PR) disse nesta terça-feira (30) que muita coisa foi anunciada ontem (29) e, cada vez que isso é feito, criam-se expectativas imensas na população. Ele disse que já perdeu a conta das vezes que foi anunciada a construção do metrô de Curitiba (PR).

- Como todo paranaense, eu fico frustrado quando vejo repetidas vezes se anunciar obras que depois não são construídas - lamentou.

Osmar Dias lembrou que, inicialmente, o metrô teria 22 quilômetros de extensão, mas diminuiu para 13 quilômetros e foi incluído no rol de obras do PAC-2. Segundo ele, a obra contaria com um orçamento de R$ 1,3 bilhão, sendo que R$ 960 milhões viriam do governo federal e o restante seria arregimentado numa parceira público-privada (PPP).

O senador disse que é preciso modernizar o transporte público de Curitiba para fazer a integração do transporte coletivo entre a capital e a sua região metropolitana. Ele ressaltou que as pessoas que fazem diariamente esse trajeto reclamam muito dos ônibus lotados e a solução para o transporte da Grande Curitiba não é apenas construir um metrô.

- Creio que há obras de infraestrutura que são essenciais para dar mais dinamismo ao trânsito e para que a cidade de Curitiba possa receber aqueles que vêm da região metropolitana, do interior e de outros estados, de uma forma mais tranquila. Creio que um anel viário seria também uma obra fundamental em torno de Curitiba, para desafogar o trânsito. E tudo isso poderia ser agora negociado com o governo federal e ser incluído nas obras do PAC - afirmou.

Osmar Dias disse ainda que outra obra anunciada no PAC-2 é o trem-bala que iria de Curitiba a São Paulo, que diminuiria o tempo de viagem de quatro horas para uma hora e meia. O senador observou que seria fantástico, porque há um trânsito rodoviário volumoso entre as duas capitais e é preciso discutir o que fazer em relação aos pedágios nas rodovias.

- Temos no Paraná, mais de dois mil quilômetros pedagiados, com tarifas caríssimas e que precisam ser revistas. Eu tenho defendido a criação de uma agência reguladora com a participação de usuários, governo do estado e concessionárias, com atribuição de verificar as contas daquilo que foi faturado e daquilo que foi investido. Não é possível continuarmos no escuro, sem conhecer as obrigações contratuais, aquilo que deve ser ampliado e o que deve ser feito pelas concessionárias - afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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