Sem quórum, CPI das ONGs é suspensa. Virgílio pede que Inácio Arruda devolva a relatoria
Da Redação | 17/03/2010, 20h40
Sem quórum, o presidente da comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), suspendeu a reunião da comissão desta quarta-feira (17). Nova reunião foi remarcada para as 11 horas desta quinta-feira (18).
O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) disse nesta quarta-feira (17) que o relator da CPI das ONGs, senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), deveria entregar o cargo. Em julho do ano passado, o senador tucano renunciou à relatoria, cedendo-a Inácio Arruda, em acordo com os senadores governistas para garantir a instalação da CPI da Petrobras. Para Arthur Virgílio, porém, Inácio Arruda não tem cumprido seu papel na comissão e deveria deixar o cargo.
O senador José Agripino (DEM-RN), por sua vez, classificou como "inédito" o fato de um relator não comparecer à reunião de uma comissão parlamentar de inquérito. Para ele, o que houve foi um "claro boicote, subtraindo da minoria o direito de investigar".
Desse modo, Arthur Virgílio disse que encaminharia ao Ministério Público Federal o requerimento que seria apresentado à CPI das ONGs, com pedido para investigar denúncia contra a Fundação Francisco de Lima Botelho de Fortaleza (CE). No documento, o senador tucano pedia a convocação dos irmãos Donizete Maria Carvalho Coutinho e José Alvares Coutinho Júnior, ligados ao PT, para esclarecerem suposto superfaturamento e irregularidades em obras executadas pela fundação em convênios e contratos.
Caso Bancoop
Outro requerimento à CPI das ONGs terá que esperar. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) quer esclarecer irregularidades na aplicação de recursos dos fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Funcep (Caixa Econômica) e Petros (Petrobras) pela Cooperativa dos Bancários (Bancoop). Para isso, convida o promotor de justiça, José Carlos Blat, as testemunhas Luís Bolonha Funaro e Hélio Malheiro, e o tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que é acusado de envolvimento no esquema.
A CPI das ONGs foi criada para investigarirregularidades com dinheiro público praticadas por organizações não governamentais (ONGs). No dia 21 de fevereiro deste ano a CPI teve seu funcionamento prorrogado até o dia 2 de setembro.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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