Cristovam lembra 25 anos da redemocratização e lamenta que prioridades não tenham sido mudadas

Da Redação | 15/03/2010, 18h54

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) lembrou, em discurso no Plenário, os 25 anos da redemocratização do país, com a posse de José Sarney na Presidência da República, ocorrida em 15 de março de 1985. Para Cristovam, embora a Nova República seja o mais longo período democrático vivido pelo Brasil, a democracia foi incompleta, porque "trouxe tudo o que dizia respeito às liberdades, mas não mudou as prioridades".

Cristovam citou, como exemplo, a questão da aplicação dos recursos resultantes da exploração do petróleo da camada pré-sal, que, em sua opinião, está sendo tratada de maneira "absolutamente equivocada".

- Estamos discutindo como distribuir entre os estados e não como distribuir com o Brasil inteiro. Estamos discutindo como distribuir hoje e não como distribuir ao longo de toda a vida. Estamos discutindo como gastar e não como preservar a riqueza - afirmou.

O senador comparou a situação à de um grupo de filhos, que tendo recebido a herança, passassem a lutar entre eles para ver quem receberia mais e gastava mais depressa. Ele criticou o fato de o debate em torno dos royalties do pré-sal estar focado na distribuição, para gastos, de um capital efêmero que, em sua opinião, "precisa ser transformado em permanente".

- É um suicídio. Dentro de 25, 40 anos, que passam rapidamente na história de um país, esse petróleo terá acabado. Não há como esse petróleo voltar para a camada pré-sal. Cada barril de petróleo queimado é um barril de petróleo destruído definitivamente. A discussão deve ser como usar corretamente e não como distribuir equivocadamente o petróleo - afirmou.

O senador Cristovam Buarque não pode encerrar o seu discurso devido a uma falha técnica no sistema de som do Plenário, que levou o senador Mão Santa (PSC-PI), que presidia os trabalhos, a encerrar a sessão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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