Inauguração de busto de Tancredo abre homenagens ao político mineiro

Da Redação | 03/03/2010, 12h38

"Tancredo é o maior político contemporâneo do Brasil". A frase é do presidente do Senado, José Sarney, proferida na inauguração do busto do presidente Tancredo Neves no Salão Nobre do Senado. A estátua ficará exposta ao lado dos bustos de Prudente de Morais (presidente da República entre 1894 e 1898), Afonso Arinos de Mello Franco (chanceler, senador e jurista), Ruy Barbosa (ministro da Fazenda, jurista, senador e diplomata), Joaquim Murtinho (ministro da Fazenda, senador, médico e engenheiro) e Nelson Carneiro (senador, presidente do Congresso Nacional).

Em seu discurso de homenagem ao político mineiro, Sarney afirmou que o Brasil deve a Tancredo a redemocratização sem traumas, graças à sua atuação conciliadora, voltada para o interesse de todos os brasileiros - e não para os interesses de grupos. Segundo Sarney, a grande inspiração de Tancredo sempre foi Honório Hermeto Carneiro Leão - o Marquês do Paraná."Se ao Marquês do Paraná o Brasil deve a consolidação do Império e da integridade territorial, a Tancredo devemos a República que temos hoje", disse Sarney.

José Sarney disse que Tancredo Neves foi uma presença permanente em sua vida, "uma luz permanente, um exemplo para as novas gerações". E contou que acompanhou a trajetória de Tancredo desde o suicídio de Getúlio Vargas (1954), passando pela renúncia de Jânio Quadros (1961) e pelo período de autoritarismo, a partir de 1964. "Ele sempre cuidou da preservação da existência do Congresso, mesmo no período autoritário, sempre buscou a transição pacífica", disse Sarney. O presidente do Congresso ressaltou também o "amor comovente" que Tancredo teve pelo neto, o atual governador de Minas Gerais, Aécio Neves, em quem viu um enorme talento para a vida pública.

Presente à homenagem, Aécio Neves disse que o centenário do avô é altamente simbólica, porque "o Senado sempre foi a casa de Tancredo, um homem essencialmente do Parlamento". O governador de Minas acrescentou que aprendeu com o avô que "vale a pena fazer política, buscar a convergência, a conciliação".

Aécio disse também que Tancredo sempre ensinou que é melhor um bom acordo do que a derrota do adversário. "Na vida pública, podemos transigir na estratégia, mas nunca podemos abrir mão dos princípios. Essa é a grande lição de Tancredo Neves", disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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