Arthur Virgílio questiona ações de Zelaya
Da Redação | 29/09/2009, 16h05
Para o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), ainda que o presidente em exercício de Honduras, Roberto Micheletti, tenha feito um golpe e esteja coibindo a liberdade de expressão naquele país, não significa que o presidente deposto Manuel Zelaya tenha agido democraticamente ao querer forçar um terceiro mandato na presidência.
Na avaliação de Arthur Virgílio, que participa de audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) com o ministro da pasta, Celso Amorim, Zelaya também tentou dar um golpe, talvez inspirado na conduta do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Zelaya, lembrou o senador, desrespeitou a Constituição de Honduras, que veda tentativas de reeleição.
Em resposta, Amorim negou a existência de "qualquer segmento da agenda política de Hugo Chávez" na questão hondurenha. Ele reafirmou a tese de que Zelaya foi vítima de um golpe militar repudiado por toda a comunidade internacional.
- O que está em jogo é o destino na democracia na América Central. O fato é que o Brasil não escolheu o papel que está tendo neste contexto, mas também não fugiu dele depois da situação posta - afirmou Amorim.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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