Jefferson Praia comenta a revolução verde em curso no planeta

Da Redação | 11/09/2009, 10h46

O senador Jefferson Praia (PDT-AM) falou, em plenário, na manhã desta sexta-feira (11), do livro Planejando a Economia Verde, a alternativa para a globalização corporativa, de Brian Milani, que define essa ciência como a economia do mundo do trabalho, das necessidades humanas, dos materiais disponíveis na terra e da combinação de tudo isso em favor da proteção do planeta.

Jefferson Praia disse que o livro apresenta alternativas ao atual modelo corporativo que guia a economia mundial. De acordo com o senador, a obra destaca valiosos ensinamentos em relação ao lixo, partindo do princípio de que tudo tem origem na natureza e, portanto, deve a ela voltar de forma a garantir sua sustentabilidade.

Praia alertou para a necessidade de assumirmos nossa responsabilidade com o planeta, antes que seja tarde demais. Para o senador, uma revolução verde está em curso no mundo e o Brasil não está fora dela.

- Hoje, o planeta terra já começa a discutir um novo rumo, uma nova economia, uma nova sociedade, que é aquela que valoriza o meio ambiente e os seres humanos e, é claro, tenho certeza, que caminharemos para um mundo muito melhor do que o mundo atual, um mundo que aproveita mal os recursos naturais e acima de tudo tem bilhões de pobres.

Jefferson Praia listou princípios descritos por Brian Milani para otimizar a vida no planeta.

1. Primazia do valor de uso, valor intrínseco e quantidade: Princípio fundamental da economia verde, cujo enfoque é dado às necessidades humanas e ambientais. O recurso é visto como um meio para satisfazer uma necessidade real. O dinheiro não é mais um fim em si, mas um facilitador de trocas.
2. Fluxo natural: A economia verde deve ser movimentada por meio da energia renovável. Nesse contexto não se deve afetar os ciclos e recursos híbridos, nem desmatar ou promover atitudes que interfiram no meio ambiente.
3. Lixo é igual a recurso: Na natureza não há lixo, pois a sobra de todos os processos dá origem a outros. De acordo com este principio, os resíduos dos processos produtivos não tóxicos poderão ser usados com insumo.
4. Multifuncionalidade: Relacionamentos integrados e estratégias de soluções que desenvolvem ganhos múltiplos e efeitos positivos em qualquer ação.
5. Escala apropriada: As pequenas atividades podem ter grandes impactos. A atividade verdadeiramente ecológica integra o planejamento por meio de escalas múltiplas, refletindo a influência do maior no menor e o menor no maior.
6. Diversidade: Em um mundo de fluxo constante, a saúde e a estabilidade dependem da diversidade. Isso se aplica em todos os níveis - diversidade de espécies, de ecossistemas, de regiões - também à organização social e ecológica.
7. Autoconfiança, auto-organização, auto-planejamento: Hierarquias construídas de baixo para cima, onde os níveis da base ou mais próximos a esta são os mais importantes. A autoconfiança facilita a interdependência e garante a flexibilidade.
8. Participação democrática e direta: As organizações ecológicas e as novas tecnologias de comunicação podem fornecer meios para promover a participação nas decisões que pesam na sociedade.
9. Criatividade e desenvolvimento humano: Para retirar certos recursos da produção que geram prejuízos à natureza, faz-se necessária uma criatividade incrível. Isso requer, por sua vez, grande desenvolvimento humano em todos os níveis. Em uma sociedade, o pessoal e o político, o social e pessoal, o social e o ecológico caminham lado a lado.
10. O papel estratégico do ambiente natural, da paisagem e do planejamento do espaço: Grandes ganhos de eficiência podem ser conseguidos com um rearranjo simples. Melhorias de conservação e de eficiência em setores como o de construção, que na América do Norte absorve cerca de 40% de materiais e energia, teriam um impacto enorme na economia.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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