César Borges diz que Bahia vive 'desgoverno total'

Da Redação | 11/08/2009, 19h46

O senador César Borges (PR-BA) disse, em discurso nesta terça-feira (11), que seu estado vive "o desgoverno total", informando que o PMDB decidiu oficializar sua saída do governo do petista Jaques Wagner, entregando as três secretarias que ocupava.

O parlamentar disse que o PMDB, de dentro do governo, tinha uma visão privilegiada de observação. Lembrou que o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, avisou por várias vezes o governador Jaques Wagner da necessidade de mudança, o que nunca aconteceu.

- A saída do PMDB decretou que este governo está morto; que, se esperança ainda havia, não há mais. É um verdadeiro atestado de óbito - afirmou.

Para respaldar suas observações, o senador afirmou que a Bahia está na iminência de uma greve da Polícia Militar; enfrenta a maior epidemia de dengue da história do estado, com 40% dos casos notificados no Brasil, embora a população do estado represente somente 7% da população brasileira; e viu os assassinatos em Salvador aumentarem 79% em três anos, chegando atualmente a seis por dia. No interior, 140 cidades não têm delegados, que não são nomeados por falta de capacidade de pagamento de salários pelo estado.

De acordo com César Borges, a dívida do estado chega a R$ 700 milhões e o atraso no pagamento de fornecedores, serviços e mão de obra chega a seis meses. Afirmou que os salários dos trabalhadores terceirizados do estado já estão atrasados há cinco meses. Os empresários da construção civil ameaçaram realizar passeata para receber dívidas.

O senador pela Bahia informou que o Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária, criado há 25 anos, foi fechado por determinação do Conselho Nacional de Justiça. A razão foi a falta de repasse, pelo governo estadual, de R$ 30 milhões, em dezembro passado. O dinheiro, segundo o senador, foi utilizado para pagar a folha de pagamentos do estado.

César Borges informou ainda que a Bahia, sexta maior economia do país, perdeu R$ 500 milhões em sua arrecadação, o pior desempenho entre os estados do Nordeste. Estima-se que as perdas cheguem a R$ 1 bilhão até o final do ano.

Apoiaram César Borges, em apartes, os senadores Mário Couto (PSDB-PA) e Antonio Carlos Junior (DEM-BA).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: