Filme retrata a vida e as idéias de Dom Helder Câmara
Da Redação | 29/04/2009, 22h43
"As imagens dizem mais: assistam ao filme, eu não vou dizer nada". Essa foi a forma escolhida por Erika Bauer - diretora de Dom Helder Câmara: O santo rebelde - ao se pronunciar na noite desta quarta-feira (29), instantes antes da exibição do seu documentário no Auditório Petrônio Portella, no Senado Federal. As imagens e sons registrados na película mostram a trajetória e as ideias do arcebispo que, ao iniciar sua vida religiosa no Ceará, chegou a aproximar-se do Integralismo para depois se afastar do movimento ao perceber o seu real propósito.
Depois de trocar a capital cearense pelo Rio de Janeiro, Dom Helder recebe, em 1946, convite para assessorar o arcebispo Dom Jaime de Barros Câmara. Nomeado bispo auxiliar, funda duas entidades destinadas ao amparo dos mais pobres: a Cruzada de São Sebastião e o Banco da Providência, ao qual quis chamar de Banco dos Enforcados, mas teve essa ideia rechaçada. Em 1952, cria a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da qual foi secretário-geral até 1964.
O filme de Erika Bauer começa mostrando que Dom Helder foi indicado quatro vezes consecutivas, a partir de 1970, para o Prêmio Nobel da Paz. Na última delas, em 1973, concorreu como favorito absoluto, porém, como das outras vezes, não foi o vencedor da honraria. As informações são intercaladas com depoimento que o arcebispo concede, na década de 1970, em francês.
A exibição do documentário encerrou a série de eventos, sob a chancela do Senado Cultural, promovidos nesta quarta-feira em homenagem ao centenário de nascimento de Dom Helder Câmara, transcorrido no dia 7 de fevereiro. O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), em pronunciamento no Petrônio Portella antes de o filme começar a rodar, informou que o Ceará tem interesse em incluir a película na sua programação de homenagens ao religioso.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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