Cristovam quer mais vigílias para discutir outros temas importantes para o Brasil
Da Redação | 27/11/2008, 00h28
Ao discursar durante a vigília pelos aposentados na noite desta quarta-feira (26), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) elogiou a trajetória do colega Paulo Paim (PT-RS) em defesa dos trabalhadores da ativa e dos aposentados. Cristovam congratulou Paim também pela idéia de realizar vigílias no Plenário do Senado.
Para Cristovam, as vigílias poderiam passar a ocorrer semanalmente no Senado, para chamar a atenção para outros assuntos importantes para o país, como as cerca de 500 mil crianças brasileiras que estão fora das salas de aula; o grande número de repetências nas escolas; a falta de apoio para as Forças Armadas e a futura utilização dos recursos oriundos das chamadas reservas petrolíferas do pré-sal.
- Precisamos também discutir a lógica que faz necessária uma vigília. A lógica que privilegia o topo da pirâmide econômica e não a base - disse Cristovam.
Para o senador, o país tem de priorizar o combate à desigualdade de renda e aumentar a distribuição das riquezas. Ele disse que o Brasil possui "um mapa do luxo e um mapa do lixo", o primeiro com escolas boas e serviços médicos privados de boa qualidade e o segundo com escolas ruins e saúde pública deficiente, exemplificou.
- O Brasil precisa ter apenas um mapa para encontrar seu futuro; precisamos de uma vigília para discutir isso - disse Cristovam, defendendo novamente uma "escola igual para todos".
Cristovam disse ser favorável ao fim do fator previdenciário e à transferência para os benefícios dos aposentados de aumento relacionado com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).
Em aparte, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) defendeu que os parlamentares lutem para "resgatar os direitos dos aposentados". Já o senador Flávio Arns (PT-PR), também em aparte, concordou com Cristovam que é uma injustiça milhões de brasileiros ganharem apenas um salário mínimo enquanto outros brasileiros ganham 30, 40 ou 50 salários mínimos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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