Camata propõe fim da obrigatoriedade do uso de terno e gravata no Senado

Da Redação | 29/10/2008, 16h06

Fazendo alusão à onda de calor na capital federal, onde os termômetros registraram na terça-feira (28) o recorde histórico de 35,8ºC, o senador Gerson Camata (PMDB-ES) anunciou em pronunciamento que vai apresentar à Mesa do Senado sugestão para que se deixe de exigir na Casa o terno e a gravata como indumentária masculina.

- Num país tropical como o Brasil, por que é que nós temos de nos vestir com traje europeu? - questionou.

O parlamentar elogiou a iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, que em julho recomendou o uso de roupas leves a seu corpo de funcionários e ajustou a temperatura do ar condicionado de 22ºC para 25ºC. Com isso, houve, segundo o senador, economia de US$ 100 mil mensais na conta de energia elétrica.

Gerson Camata sugeriu que a administração federal se inspire no exemplo da ONU e diminua a intensidade dos sistemas de ar condicionado nos prédios públicos de Brasília. Também pediu que a obrigatoriedade do terno e gravata seja abolida não apenas no Senado, mas também na Câmara e em outras repartições da capital. Seriam medidas de economia de dinheiro público e, em tempos de aquecimento global, de diminuição de emissões de carbono na atmosfera. Ele também observou que, no caso das mulheres - e citou especificamente as senadoras -, já há liberdade de vestimenta.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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