Agripino diz que Executivo quer "empurrar goela abaixo" medidas anticrise
Da Redação | 22/10/2008, 19h54
O senador José Agripino (DEM-RN) criticou o fato de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, não terem mencionado, durante audiência pública na Câmara dos Deputados, na terça-feira (21), a edição da medida provisória que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a comprarem ativos de bancos em dificuldades.
- É truculência pura ou é medo de debater. É atitude antidemocrática. É medo do esclarecimento - disse o senador.
Agripino lembrou que os demais países estão buscando a saída para a crise financeira internacional via entendimento entre o Executivo e o Legislativo. Ele indagou porque, no Brasil, o Executivo tenta "empurrar goela abaixo" as medidas anticrise e conclamou o governo ao debate com o Parlamento, salientando que a atitude do seu partido é de colaboração.
- Nós não vamos enveredar por atitude que não seja a da colaboração. Agora, aceitar truculência, imposição, não. Até porque isso seria atitude burra de quem não deseja produzir a melhor saída - disse o senador.
Agripino lamentou o adiamento da audiência pública com Mantega e Meirelles na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, marcada para esta quarta-feira (22) - que já havia sido adiada duas vezes - e disse aguardar a presença das duas autoridades da área econômica na próxima semana "para que as perguntas sejam feitas e as respostas sejam dadas, para que a sociedade brasileira tenha a interlocução da instituição que a representa, que é o Congresso Nacional".
Pescadores
José Agripino também denunciou ação realizada em seu estado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) contra os pescadores de lagosta. De acordo com o senador, que mostrou fotos dos pescadores com marcas nas costas causadas pelo enfrentamento, os trabalhadores querem apenas registrar os seus barcos para pescar, mas estão sendo impedidos pelo Ibama.
- O que está ocorrendo no meu estado, seguramente, pode estar ocorrendo em outros. E a nossa obrigação é nos irmanarmos nesta hora para defendermos uma categoria que quer apenas trabalhar, e livrá-los da truculência que parece ser a marca de um governo - declarou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE: