Mário Couto anuncia para a próxima semana começo da mobilização pelo reajuste das aposentadorias
Da Redação | 20/10/2008, 18h17
O líder da Minoria, senador Mário Couto (PSDB-PA), anunciou em Plenário que deve começar na próxima semana, logo após o segundo turno das eleições municipais, a mobilização dos senadores em prol da aprovação de medidas favoráveis aos aposentados. De acordo com o parlamentar, os líderes do Democratas e do PSDB, com o apoio de outros senadores, devem obstruir as votações em Plenário, como forma de pressionar a Câmara dos Deputados a colocar em votação duas matérias.
- Sei que não é uma boa atitude, mas não há outro meio. Fazemos isso como uma boa ação, uma proteção a uma classe que está morrendo à míngua - disse o líder da Minoria.
Uma das matérias que os senadores querem ver aprovadas é a emenda do Senado ao projeto de lei da Câmara que estabelece uma política permanente de reajuste do salário mínimo (PLC 42/07). A emenda, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), estende a aplicação das regras dessa política ao valor das pensões e aposentadorias. O outro projeto que aguarda votação é o projeto de lei do Senado que extingue o fator previdenciário (PLS 296/03).
Violência
Em seu pronunciamento, o senador também lamentou a violência no Pará, e informou que há áreas em Belém e no interior do estado que estão sob domínio de criminosos que estariam cobrando pedágio para permitir a passagem. Ele chegou a mostrar um telegrama de congratulações que havia encaminhado a uma candidata a prefeita vitoriosa nas eleições e que foi devolvido pelo correio com a justificativa: "área sem garantia, risco de assalto, veículo não conseguiu entrar no local".
- Temos de tomar providências para que o estado do Pará volte a ser acreditado, volte a ser um estado onde as pessoas possam andar nas ruas tranqüilamente - disse.
Em aparte, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) disse que esse caso é muito preocupante e que é necessário tomar providências para garantir a segurança dos funcionários dos Correios. Já o senador Jefferson Praia (PDT-AM) disse que esse aumento da violência se deve às injustiças sociais.
Mário Couto também lamentou a morte de Eloá Pimentel, jovem mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, em Santo André (SP), por cinco dias. Para o senador, casos como esses poderiam ser evitados se o Senado tivesse condições de discutir e aprovar os mais de cem projetos em tramitação na Casa que tratam de segurança pública. O senador disse que o que impede sua aprovação é o excesso de medidas provisórias - que têm prioridade nas votações. O senador ainda anunciou que, para ter seu voto, o próximo presidente do Senado deverá se comprometer a trabalhar para reduzir o número das medidas provisórias.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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