Cristovam Buarque defende a escolha de candidatos comprometidos com a educação

Da Redação | 02/10/2008, 16h57

Em pronunciamento nesta quinta-feira (2), o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pediu aos 130 milhões de eleitores que vão às urnas no próximo dia 5 que votem com "confiança", escolhendo candidatos comprometidos com a educação das crianças no ensino fundamental e com a proteção das crianças mantidas em creches.

Sem citar nome de nenhum candidato ou partido, Cristovam destacou a importância das eleições municipais e lembrou que a população será responsável pela escolha dos futuros líderes do país "porque é de vereador que se vem, é de prefeito que se vem, até se chegar aos níveis superiores da liderança nacional".

- No Brasil, são os prefeitos, são as câmaras municipais, é o governo local que cuida do ensino fundamental, que cuida, onde há, das creches. Onde não há creche, são eles que cuidam do apoio às mães que têm filhos. Por isso, a eleição do dia 5 tem uma importância muito maior do que a maior parte dos eleitores percebe - disse.

Os eleitores devem analisar o passado dos candidatos e observar se as propostas apresentadas por eles são "coerentes", assinalou o senador pelo Distrito Federal, destacando que serão eleitos 52.137 vereadores e 563 prefeitos em todo o Brasil.

- Olhem nos olhos deles na hora de conversar, quando eles nas ruas o encontram, quando na televisão eles aparecem. Olhe o passado deles, veja até que ponto esse passado é coerente com o que eles falam para o futuro, tanto do ponto de vista ético quanto do ponto de vista da proposta que faz o seu candidato. Há candidatos que já o enganam quando olham para você, e dá para perceber, e outros até que passam uma idéia incompatível com o passado. Logo, não vale a pena confiar - afirmou.

Em seu discurso, Cristovam explicou que nos últimos dias rodou boa parte do país em campanha, quando pôde observar que o Brasil vive um "caos partidário", em razão das coligações eleitorais, e que os partidos estão falidos.

- Eu fiz campanha para os mais diversos partidos e números coligados com o meu. Eu fiz campanha vendo juntas no mesmo palanque pessoas que até pouco tempo atrás eram adversárias e vão continuar sendo daqui a pouco, como se os partidos tivessem se transformado em clubes eleitorais de acordo com a conveniência do momento. Eu vi a falência dos partidos nesse processo eleitoral que eu acompanhei como militante de um deles, fazendo campanha para os seus candidatos - disse.

Na hora de votar, disse Cristovam, é importante ainda que o eleitor "não fique só no presente e em si próprio", mas que paute a escolha de seus candidatos com base em perspectivas futuras que favoreçam o total da comunidade, sobretudo as crianças.

- Tanto o futuro como a cidade dependem das crianças. São elas que vão fazer a sua cidade. São elas que vão construir o futuro. E é na escola que as crianças e o futuro se encontram. A escola é uma espécie de esquina onde a criança - a pessoa - e o futuro - um projeto - se encontram. É ali que ela adquire os instrumentos necessários para servir a ela própria, no seu futuro, e se colocar à disposição da sociedade no futuro da sua cidade - observou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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