Escuta ilegal virou paranóia, diz Heráclito

Da Redação | 17/09/2008, 11h18

A escuta telefônica no Brasil virou uma paranóia e, por isso, deve acabar. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (17) pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), pouco antes do início da reunião do colegiado destinada a ouvir o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, entre outras autoridades.

Heráclito informou que convidou o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, deputado Marcelo Itagiba, para assistir à reunião. Ele deverá centrar as atenções no depoimento de Francisco Ambrósio do Nascimento, agente aposentado do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), que também deverá depor na reunião desta quarta-feira. O ex-agente do SNI foi apontado como um dos responsáveis pelas interceptações telefônicas ilegais que revelaram conversas entre autoridades, como o diálogo entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

Ambrósio obteve liminar na Justiça para não responder a perguntas na CPI que possam incriminá-lo posteriormente na reunião marcada para a tarde desta quarta-feira. Mas a Justiça negou nova liminar, também a pedido do advogado de Ambrósio, para não falar na CCAI. Heráclito acredita, por isso, que Ambrósio não se negará a prestar todas as informações à Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência.

Também deverão prestar depoimento o diretor-geral licenciado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda; o diretor-geral do Departamento de Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa; o diretor do Departamento de Inteligência Estratégica da Abin, Luiz Alberto Sallaberry; o ex-diretor do departamento de Contra-Inteligência da Abin Paulo Maurício Fortunato Pinto; o diretor do Departamento de Contraterrorismo da Abin, Rômulo Dantas; e o diretor da Integração do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), Carlos Trindade.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: