Polícia Federal faz perícia em telefones do Senado

Da Redação | 04/09/2008, 14h36

Peritos da Polícia Federal passaram a manhã desta quinta-feira (4) fazendo uma "varredura" na Central Telefônica do Senado, à procura de escutas ilegais em aparelhos da instituição, mais especificamente nos aparelhos do gabinete do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que foi vítima de grampo telefônico. Também na manhã desta quinta-feira, Demóstenes recebeu em seu gabinete o delegado da Polícia Federal Wiliam Murad, que durante três horas colheu depoimento do parlamentar.

O senador por Goiás estaria tendo ligações telefônicas "grampeadas" por funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), segundo denúncias em matéria da última edição da revista Veja. A mesma reportagem indica que as interceptações ilegais de conversas telefônicas estariam atingindo outras autoridades dos três Poderes.

Para ilustrar a informação, a revista publicou transcrição de uma conversa telefônica ocorrida entre Demóstenes e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes. A perícia da Polícia Federal, segundo Demóstenes, foi autorizada pessoalmente pelo presidente do Senado, Garibaldi Alves, a pedido do parlamentar goiano.

Demóstenes afirmou ainda que a mesma perícia na Central Telefônica do Senado foi realizada pela Polícia Legislativa da Casa na quarta-feira (3), mas nada foi encontrado.

- É mais provável que este grampo tenha sido feito no celular do presidente do Supremo, pois o sistema do Senado é mais difícil de grampear. Também não acredito que a escuta tenha sido feita pela Abin especificamente, mas por funcionário da instituição, em desvio de função - disse o senador.

A respeito do depoimento, Demóstenes afirmou que o delegado nada adiantou sobre as investigações, mas confirmou que considera improvável que a escuta ilegal tenha sido feita no sistema do Senado.

CPI

Com relação a sua convocação e à convocação do presidente do STF para prestarem esclarecimentos à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos Telefônicos, em funcionamento na Câmara dos Deputados, Demóstenes afirmou que também comparecerá à CPI se Gilmar Mendes o fizer.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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