César Borges adverte que Hospital Irmã Dulce pode fechar por falta de dinheiro
Da Redação | 12/08/2008, 18h18
O senador César Borges (PR-BA) advertiu da tribuna que o Hospital de Irmã Dulce, de Salvador, "o último refúgio dos pobres quando têm problemas de saúde", pode fechar por falta de dinheiro. Segundo o senador, o governo federal e a administração da Bahia "sabem dos problemas" e ainda não tomaram providências. O hospital, mantido pela entidade Obras Sociais Irmã Dulce, atendeu no ano passado a 4,3 milhões de pessoas.
César Borges leu trechos de notícia do jornal Tribuna da Bahia desta terça-feira (12), sob o título "Hospital de Irmã Dulce pede socorro", informando que o déficit do hospital chegou a quase R$ 3 milhões no primeiro semestre e pode levá-lo ao fechamento de portas, o que fará com que deixe de atender, por dia, 4 mil pessoas de Salvador e do interior do estado.
Um dos caminhos para ajudar a superar a crise será um reajuste do Ministério da Saúde nos repasses que faz anualmente ao hospital, previsto para R$ 4,2 milhões em 2008. Desde 2006, o governo não reajusta esse valor e, conforme o senador, a superintendente da entidade reivindica um aumento de pelo menos 14,2%.
- Esse percentual é menor que os 22% de reajuste que a Agência Nacional de Saúde autorizou para os dois maiores planos de saúde privados do país. Faço um apelo ao governo para que examine com rapidez o caso. A entidade é o maior complexo cem por cento SUS no Brasil - disse.
O senador observou ainda que a instituição Obras Sociais Irmã Dulce está entre "os símbolos mais caros para a Bahia e os baianos", lembrando que Irmã Dulce chegou a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz por seu "trabalho incansável pelos mais pobres".
Em aparte, César Borges foi apoiado pelo senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), o qual advertiu que o fechamento do Hospital de Irmã Dulce irá sobrecarregar todo o sistema de saúde da Bahia.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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