Dornelles diz que sugestão de Tarso Genro ignora Lei da Anistia

Da Redação | 04/08/2008, 17h08

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), em discurso nesta segunda-feira (4), criticou a iniciativa do ministro da Justiça, Tarso Genro, de sugerir punições aos militares que na época da ditadura torturaram presos políticos. Em declarações à imprensa na semana passada, Tarso Genro afirmou que essas práticas constituem crimes comuns, e não crimes políticos, e por isso seus autores não podem ser beneficiados pela Lei da Anistia, promulgada em 1979.

- Vejo com espanto a proposta do ministro Tarso Genro de reabrir feridas políticas praticamente cicatrizadas. Qual a razão para ignorar a Lei de Anistia? O que se ganha com essa decisão? - questionou.

O parlamentar mencionou a postura do então candidato à Presidência, Tancredo Neves, que prometeu ao presidente da época, general João Batista Figueiredo, fazer uma campanha de alto nível, para "construir o futuro e não reviver o passado", e a do ex-presidente José Sarney, o qual assumiu o cargo com a morte de Tancredo Neves, e que, em sua opinião, venceu obstáculos complexos, consolidou o regime de abertura política e a democracia no país.

- Essa postura reabre feridas, nada constrói e só desunião pode criar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria deixar claro que essa proposta tem caráter estritamente pessoal e não reflete a opinião do governo - sugeriu ainda Dornelles.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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