Athos Bulcão deixou a Medicina para se dedicar à Arte

Da Redação | 01/08/2008, 11h50

Athos Bulcão nasceu no dia 2 de julho de 1918, no Catete, bairro do Rio de Janeiro. Chegou a cursar Medicina por três anos, mas largou o curso para se dedicar à Arte, sua paixão desde criança.

Aos 21 anos, os amigos o apresentaram a Portinari, com quem trabalhou como assistente no Mural de São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte, e aprendeu muitas lições sobre desenhos e cores.

Na casa do paisagista Burle Marx, conheceu o arquiteto Oscar Niemeyer, de quem se tornou amigo e parceiro de trabalho. Em 1957, recebeu um convite de Niemeyer para colaborar na construção da nova capital da República. No ano seguinte, mudou-se definitivamente para Brasília.

As obras de Athos Bulcão estão presentes em vários espaços públicos da cidade: Congresso Nacional, Parque da Cidade, Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, Teatro Nacional, Palácio do Itamaraty, Universidade de Brasília (UnB), várias escolas públicas da capital, entre outros. Existem mais de 200 obras na integração da arte à arquitetura espalhadas pela cidade, formando um grande museu a céu aberto.

Bulcão trabalhou na UnB entre 1963 e 1965, como professor do Departamento de Desenho do Instituto Central de Artes. Ele pediu demissão com outros 200 professores em protesto contra a ditadura militar. Em 1988, voltou a lecionar na universidade.

Além de pinturas em azulejos, integrações arquitetônicas, gravuras, máscaras, pinturas, desenhos e até fotomontagens compõem suas obras.

O carioca radicado em Brasília foi amigo de alguns dos mais importantes artistas brasileiros modernos, os maiores responsáveis por sua formação, como os artistas plásticos Carlos Scliar, Pancetti, Enrico Bianco e Milton Dacosta, o escultor Alfredo Ceschiatti e os escritores Vinícius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Jorge Amado e Manuel Bandeira.

Em 1992, um grupo de amigos e admiradores de sua obra criou a Fundação Athos Bulcão, sem fins lucrativos, com o objetivo de preservar e divulgar a obra do artista plástico. Além disso, a Fundação desenvolve tecnologias de intervenção social junto a jovens e adolescentes por meio da arte, cultura e comunicação.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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