Presidente do Ipea explica a Mesquita Júnior dados do Índice de Gini

Da Redação | 26/06/2008, 14h23

O senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) recebeu, nesta quinta-feira (26), o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann. Ele veio ao Senado dar explicações a respeito de estudo feito pelo instituto que mostra a queda do Índice de Gini - que mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita -, durante os anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar havia contestado esses resultados na quarta-feira (25).

- Fiquei surpreso com essa iniciativa, porque os integrantes do governo freqüentemente sequer retornam telefonemas. Ele me explicou que, em função da mudança de metodologia feita pelo IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], em 2003, as comparações entre os dados dos governos Fernando Henrique e Lula ficaram muito difíceis de serem feitas, por problemas técnicos - declarou Mesquita Júnior, após receber Pochmann.

O senador afirmou que Pochmann lhe trouxe material volumoso sobre as análises realizadas em anos recentes pelo Ipea, colocando-se à disposição para continuar o debate sobre indicadores econômicos brasileiros. Mesquita Júnior disse ainda que fará uma análise sobre o material do instituto para compará-lo com os dados que tem sobre o governo Fernando Henrique.

O estudo, divulgado no site do Ipea, demonstra que "os rendimentos dos trabalhadores brasileiros estão quase 7% menos desiguais na comparação do quarto trimestre de 2002 e o primeiro de 2008". O Índice de Gini é adotado como parâmetro internacional para medir essa desigualdade.

O resultado do estudo foi tema de pronunciamentos dos senadores Mesquita Júnior e Demóstenes Torres (DEM-GO), na sessão plenária de quarta-feira (25). Em seu discurso, Mesquita Júnior disse que houve manipulação de informações na divulgação de dados sobre a queda no índice de desigualdade de renda durante o governo Lula. Na mesma linha, Demóstenes afirmou que houve uso político do Ipea. Para os parlamentares, Pochmann deveria ter mencionado que, entre 1999 e 2003, também houve o mesmo fenômeno.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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