Arthur Virgílio diz que indícios robustos adquirem valor de prova
Da Redação | 04/12/2007, 16h02
O líder do PSDB, partido que junto com o DEM apresentou a representação que está sendo apreciada pelo Plenário contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), observou que, na doutrina brasileira, os indícios, desde que robustos, adquirem valor de prova.
Arthur Virgílio, que foi relator do processo na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), opinou que o ideal seria que a votação fosse aberta e não secreta, como determina a Constituição. "Mas, infelizmente, ainda não é assim". Ele lembrou que no Conselho de Ética houve um "acalorado debate" sobre o mérito da matéria, e, por 11 a 3, os integrantes daquele colegiado votaram pela cassação de Renan.
O senador pelo Amazonas também lamentou que apenas 72 senadores estejam presentes em Plenário. "Essa não é matéria para ser votada por pouco senador". Ele pediu que cada senador vote com sua consciência, mas sem esquecer que seu voto pode colocar em descrédito o Senado Federal.
- Que nós não a diminuamos e não nos diminuamos perante nossos antecessores e não nos diminuamos perante a nacionalidade brasileira - afirmou Arthur Virgílio.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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