Crivella rebate colunista Míriam Leitão e explica afastamento de economistas do Ipea

Da Redação | 21/11/2007, 18h21

Artigo publicado na edição desta quarta-feira (21) do jornal O Globo, na coluna "Panorama Econômico", assinada pela jornalista Míriam Leitão, motivou o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) a mais uma vez ocupar a tribuna do Plenário para rebater as acusações de que estaria havendo patrulhamento ideológico no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e que esta teria sido a causa do recente afastamento de quatro pesquisadores.

Marcelo Crivella explicou que Fábio Giambiagi e Otávio Tourinho foram devolvidos à sua instituição de origem, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em virtude do encerramento do convênio que os mantinha no Ipea. Já Gervásio Rezende e Régis Bonelli, segundo o senador pelo Rio de Janeiro, foram dispensados por estarem aposentados.

- Não há perseguição política ou caça às bruxas. O que não pode é o presidente do Ipea [Márcio Porchmann] infringir as leis da administração pública. O Ipea tem mais de mil pesquisadores, ninguém consegue cercear a idéia de mil pessoas. Míriam Leitão tem defendido assiduamente o ponto de vista dos especuladores financeiros. Tem sido o arauto deles. Eu respeito. Cada brasileiro escolhe o que vai defender na vida e a biografia que quer para ser lembrado pelos filhos, irmãos e conterrâneos - afirmou Marcelo Crivella.

O senador pelo Rio de Janeiro também disse ter ficado triste com a jornalista porque ela teria insinuado, em sua coluna n'O Globo, que após Mangabeira Unger assumir a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, dois assessores de Crivella teriam visitado o Ipea em busca de cargos. O senador disse que ligou para o presidente do instituto e pediu que ele apresentasse os nomes desses supostos auxiliares.

- Nunca recebi esses nomes. Eu queria puni-los, afastá-los do partido, pois esta não é a prática do PRB. Nosso partido surgiu a partir de uma iniciativa minha. Eu era líder do PL, que não existe mais. O vice-presidente José Alencar também era do partido. Saímos os dois porque nos incomodamos com o 'mensalão' e com outras práticas políticas que maculavam nossa consciência - lembrou Marcelo Crivella.

Outro assunto abordado por Crivella foi o processo a que o senador Renan Calheiros está respondendo por suposta quebra de decoro parlamentar, que poderá lhe custar o mandato. O senador fluminense antecipou que votará favoravelmente ao parecer do senador Jefferson Péres (PDT-AM), que pede a perda do mandato de Renan. "O relatório é imbatível", opinou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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