No Dia da Consciência Negra, Paim pede o fim de toda forma de preconceito

Da Redação | 20/11/2007, 16h00

O Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado no dia 20 de novembro, foi instituído com a aprovação de projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS), que lembrou o objetivo principal da data: debater o fim de toda e qualquer forma de discriminação e preconceito.

- Uma data em que pudéssemos discutir formas de eliminar o preconceito contra negros, índios, imigrantes, mulheres, idosos, crianças, entre outros. Um dia para promover a igualdade entre todas as pessoas, independente de procedência, gênero, orientação sexual e religião - afirmou.

O senador disse que algumas pessoas discordaram da idéia, alegando que o Brasil é um país miscigenado, onde não existem discriminações e preconceitos. Como exemplo de que essas pessoas estão enganadas, Paim citou a novela Duas Caras, da TV Globo, que aborda temas como o racismo, a diferença de classes e a livre orientação sexual.

- Vemos com perfeição a interpretação de diversas formas de racismo. Desde o escancarado até o velado. As diversas manifestações artísticas educam. Certamente todos ficaram pensando no comportamento mostrado na novela. Aos poucos, o mito de um país em que a miscigenação é aceita sem reservas cai por terra. E isso é excelente, pois dessa forma avançamos - afirmou.

Paim também lembrou o Estatuto da Igualdade Racial, já aprovado pelo Senado e atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. Ele anunciou que no próximo dia 26 o Plenário da Câmara será transformado em uma Comissão Geral para debater o estatuto. O senador ainda registrou o lançamento, nesta terça-feira, da Agenda Social Quilombola, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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