Virgílio diz que não vai apresentar relatório sobre Renan na quarta

Da Redação | 19/11/2007, 20h11

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse nesta segunda-feira (19) que não vai apresentar na quarta-feira (21) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) seu relatório sobre o projeto de resolução do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar propondo a perda do mandato do presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A reunião da comissão está marcada para as 10h, tendo o projeto de resolução como primeiro item da pauta.

- Não dará tempo, diante da necessidade de fazer um relatório consistente, inclusive quanto ao mérito, da semana de votações no Senado e do congresso nacional do PSDB na quinta e na sexta - justificou Virgílio depois de se reunir com o presidente em exercício do Senado, Tião Viana (PT-AC), que quer votar o projeto no Plenário na quinta-feira (22).

Segundo Virgílio, Tião Viana mostrou-se surpreso com sua decisão e lhe disse que o prazo para apresentação do relatório seria de cinco sessões plenárias. Virgílio entende que teria 15 dias para a apresentação de seu parecer, apesar não pretender utilizá-los todos. Ele informou que está pedindo subsídios jurídicos à Consultoria Legislativa e lembrou que recebeu o convite para relatar o projeto do presidente da CCJ ao meio-dia desta segunda.

- Se há um acordo para votar o projeto na quinta em Plenário, eu não faço parte desse acordo. Meu acordo é com o país e com a elaboração de um relatório bem fundamentado - disse o senador do PSDB.

Embora ressalvando ele mesmo que o papel da CCJ é o de se pronunciar sobre a constitucionalidade, legalidade e juridicidade do projeto, Virgílio anunciou que irá acrescentar ao parecer "uma pitada política e histórica destinada às futuras gerações".

Virgílio também se pronunciou acerca do caso Cisco - a suposta conexão entre o PT , a empresa de informática Cisco e a Caixa Econômica Federal, pela qual o partido teria se beneficiado com financiamento ilegal da ordem de R$ 500 mil.

- É um caso grave e típico de CPI. Se vai ser investigado por CPI, não se sabe. De todo modo vamos pressionar outras instâncias de investigação, como o Ministério Público, a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral - anunciou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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