Kátia Abreu diz que tem sensação de dever cumprido

Da Redação | 13/11/2007, 22h25

Para a relatora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 89/07 que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), fica a sensação de dever cumprido, apesar de seu voto contrário à manutenção da contribuição ter sido derrotado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), nesta terça-feira (13).

- Fica o sentimento de dever cumprido, faria tudo novamente e vamos continuar a luta, porque no Plenário, o governo não tem como substituir senador, não tem instrumento regimental para substituir as consciências - declarou.

O resultado obtido - seu relatório foi derrotado em detrimento do voto em separado apresentado pelo líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), pela prorrogação da CPMF - era esperado, disse. Ela criticou a manobra regimental de substituição dos titulares da comissão, os senadores Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) e Pedro Simon (PMDB-RS), contrários à CPMF, pelos senadores Ideli Salvatti (PT-SC) e Valdir Raupp (PMDB-RO), que votaram de acordo com a orientação do governo.

- O governo não conseguiu trazer argumentos para mudar a consciência dos senadores, e não conseguindo mudar com argumentos técnicos e objetivos, preferiu substituir essas consciências por outras que querem votar com o governo de qualquer jeito - analisou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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