Raupp: é possível aprovar CPMF sem o apoio do PSDB, mas com margem estreita
Da Redação | 05/11/2007, 18h37
Em entrevista à imprensa na tarde desta segunda-feira (5), o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), afirmou que é possível aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 89/2007) que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira até 2011 sem o apoio do PSDB - mas com margem estreita.
- A base tem 53 senadores. Podemos perder até quatro votos. Temos dois ou três senadores que sabemos que votam contra. Então, estamos com uma margem estreita. Se pudermos contar com o PSDB, teremos uma folga de quatro, cinco votos - disse Raupp, salientando que "cada senador pode ser o fiel da balança".
São necessários 49 votos para aprovar a PEC. O governo deve apresentar sua proposta definitiva à base e à oposição ainda nesta segunda-feira, segundo informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, após audiência pública realizada na última semana na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Na mesma ocasião, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), informou que a bancada se posicionaria na terça-feira (6), após reunião da Executiva Nacional. Nesta segunda, o presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), informou em entrevista que os tucanos "endureceram" nas negociações com o governo.
- O PSDB deveria liberar sua bancada. Seria a posição mais coerente. A maioria dos governadores e prefeitos do partido são favoráveis à prorrogação da CPMF - disse Raupp.
A relatora da PEC da CPMF na CCJ, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), informou nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio Senado, que deverá apresentar seu parecer na próxima semana. A matéria deverá passar por dois turnos de votação, e, se for modificada, voltará à Câmara dos Deputados, o que poderá inviabilizar sua aprovação ainda em 2007.
Sucessão
Na entrevista coletiva, o líder do PMDB disse que tem pedido aos senadores do partido que só iniciem o debate sobre a Presidência do Senado quando o cargo estiver vago. A licença solicitada pelo presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) vence no dia 25 de novembro.
Para Raupp, será difícil chegar a um consenso em torno de um nome, tanto dentro da bancada, que tem a prerrogativa de indicar o presidente por ser o maior partido da Casa, quanto fora dela.
- Há nomes na bancada que podem gerar consenso. Resta saber se os outros partidos vão apoiar o nome sugerido - disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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