Raupp cobra construção de gasoduto e alerta para crise energética
Da Redação | 05/11/2007, 18h18
"Não construir o gasoduto Urucu-Porto Velho é um crime de lesa-pátria". A frase, atribuída ao presidente em exercício e diretor de engenharia da Eletrobrás, Valter Luiz Cardeal de Souza, foi repetida, da tribuna do Plenário, pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO). Em seu pronunciamento, o parlamentar disse que se o governo federal não iniciar rapidamente a construção de hidroelétricas, gasodutos e termoelétricas, faltará energia no Brasil.
O senador por Rondônia lamentou que o governo esteja cogitando importar gás da Nigéria, por meio de barcaças, como solução para os problemas no fornecimento de gás pela Bolívia. Raupp disse que ao mesmo tempo em que a Petrobras anuncia a assinatura de contrato com o país africano, diariamente o pólo petrolífero da Bacia do Urucu queima gás na atmosfera e reinjeta no solo uma outra parte da produção, por não ter para onde escoá-la.
- Há mais de cinco anos se trabalha no projeto do gasoduto Urucu-Porto Velho. Quando eu fui governador de Rondônia, criei a Companhia Rondoniense de Gás (Rongas), para esperar o gás da Bacia do Urucu. Também foi construída uma térmica de 400 megawatts para produzir energia para o estado e também para o Acre. Hoje, 70% da energia consumida pela população acreana é produzida em Rondônia, mas através da queima de óleo diesel - afirmou Valdir Raupp.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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