Juiz de Maceió limitou-se a falar sobre denúncias de envolvimento de João Lyra em crime em Alagoas

Da Redação | 31/10/2007, 14h05

Em depoimento nesta quarta-feira (31) ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, o juiz da 16ª Vara Criminal de Maceió, Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira, afirmou que não é possível fazer qualquer tipo de ligação entre as acusações que pesam contra o usineiro João Lyra por um suposto assassinato em Alagoas e a compra das emissoras de comunicação no Estado.

-Meu depoimento foi uma oportunidade para relatar aos senadores a gravidade do crime organizado em Alagoas - afirmou o juiz, logo após seu depoimento.

O juiz foi convidado a prestar depoimento ao senador Jefferson Péres (PDT-AM), relator do processo que investiga se o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros, teria comprado, em parceria com Lyra, mas por meio de laranjas e sem declarar à Receita Federal, duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas.

A oitiva do juiz deve-se ao fato de ele ter acusado João Lyra, em notícia crime enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), de ser o autor intelectual do assassinato do funcionário da Secretaria da Fazenda em Alagoas Sílvio Viana, que investigava denúncia de crimes tributários praticados por Lyra.

O depoimento de Marcelo Tadeu foi sugerido pelo próprio Renan em sua defesa prévia escrita enviada ao Conselho de Ética, por meio da qual negou a existência da sociedade com Lyrae descreveu o usineiro - que já confirmou a compra dos veículos de comunicação em parceria com Renan ao corregedor do Senado, Romeu Tuma -como um homem sem credibilidade para fazer acusações e cercado de "motivações políticas" para prejudicá-lo.

Em entrevista à imprensa, Jefferson Péres afirmou que o juiz limitou-se a falar sobre o suposto envolvimento de Lyra no crime contra o funcionário da Secretaria da Fazenda em Alagoas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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