Fiesp entrega abaixo-assinado com 1,3 milhão de assinaturas contra CPMF
Da Redação | 31/10/2007, 18h24
Abaixo-assinado com 1,3 milhão de assinaturas de brasileiros contrários à renovação da Contribuição Financeira sobre Movimentação Financeira (CPMF) foi entregue nesta quarta-feira (31) pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, à senadora Kátia Abreu, relatora da proposta de emenda constitucional (PEC 89/07) apresentada pelo governo ao Congresso para renovar a cobrança do tributo por mais quatro anos. Organizadas em vários volumes, as folhas do documento chegaram à comissão em carrinhos de supermercado empurrados por assessores de Skaf.A passagem do documento às mãos de Kátia Abreu, marcada por aplausos, aconteceu logo depois de sua participação em audiência que debateu a matéria.
A manifestação foi classificada pelo presidente da CCJ, senador Marco Maciel (DEM-PE) como uma demonstração de democracia participativa. Mas houve questionamentos por parte do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que considerou o ato como "inusitado". O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) teceu crítica aberta, dizendo que a recepção à manifestação contrariava as regras de funcionamento do colegiado e desorganizava os trabalhos.
Suplicy disse que a manifestação foi tranqüila e democrática. No entanto, questionou se teria havido a mesma tolerância caso ato semelhante tivesse sido patrocinado no ambiente por iniciativa de manifestantes do Movimento dos Sem-Terra (MST). Fez considerações, ainda, sobre a atitude que o presidente anterior da CCJ, o falecido senador Antonio Carlos Magalhães, teria tido frente a idêntica ocorrência.
- Ele tinha muita preocupação com a ordem dos trabalhos - disse.
Para o sucessor de Antonio Carlos na CCJ, seu filho Antonio Carlos Junior (DEM-BA), o ex-presidente da CCJ não teria feito objeções ao ato. Aproveitou para salientar as convicções democráticas do pai, ao observar que ACM, ainda durante o período ditatorial, acolheu no Centro de Convenções de Salvador o congresso que marcou a retomada das atividades da União Nacional dos Estudantes (UNE).
Para Tasso, Antonio Carlos não teria permitido o ato. Segundo ele, a manifestação foi "simpática e democrática", mas não condizia com os trabalhos da comissão.Salientou que as regras devem ser respeitadas em atenção à própria democracia e que outras manifestações, "não tão simpáticas", poderia se multiplicar daqui para frente no colegiado.
- Com sua sutileza, o que o senador Suplicy quis foi convidar outras entidades para fazerem a mesma coisa - interpretou.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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