Colombo diz que resultado da CPI do Apagão Aéreo desaponta sociedade

Da Redação | 31/10/2007, 16h47

O senador Raimundo Colombo (DEM-SC) afirmou nesta quarta-feira (31) que a sociedade brasileira tem o direito de se sentir enganada após o resultado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, que encerrou seus trabalhos rejeitando o relatório do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e aprovando o voto em separado apresentado pelo senador João Pedro (PT-AM), que retira nove pessoas da lista de 23 de quem o relator pediu o indiciamento, entre elas o ex-presidente da Infraero e atual deputado Carlos Wilson (PT-PE).

Colombo assinalou que a bancada do governo, especialmente os senadores do PT, cumpriram a "missão clara", ordenada pelo governo, de livrar Carlos Wilson do indiciamento, apesar de o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) apontar a ocorrência de corrupção durante o período em que o deputado presidiu a Infraero.

- Falar que não existe crise aérea no país é desconhecer a realidade das pessoas. Não se pode tratar isso com descaso, pois ocorreram dois acidentes aéreos com vítimas. A sociedade tem o direito de se sentir enganada e desrespeitada - alertou.

Para o senador, interessa ao governo desgastar o Senado, que perdeu uma oportunidade de resgatar sua imagem ao aprovar o voto em separado de João Pedro. Colombo disse que o Brasil vive um processo de mudanças e que depois de tudo virá a conscientização.

O senador também celebrou a escolha do Brasil pela Fifa para a realização da Copa do Mundo de 2014, mas observou que realizar o torneio com os índices de violência existentes no país "será uma irresponsabilidade". Ele afirmou que não basta construir um estádio ou ampliar estacionamentos para garantir a realização de uma Copa do Mundo, será preciso investir em segurança e infra-estrutura.

- Como vamos receber milhares de torcedores de outros países em meio a um caos aéreo? Precisamos de estradas e energia elétrica, sob pena de sermos obrigados a desligar a energia de algumas partes das cidades para poder iluminar o estádio de futebol e transmitir para o mundo o que não é verdade - afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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