Paulo Duque destaca importância do sistema de comunicação do Senado
Da Redação | 25/10/2007, 19h58
Ao relembrar vários acontecimentos políticos difíceis ocorridos na antiga capital do país - a cidade do Rio de Janeiro - quando poucos veículos de comunicação monopolizavam a atividade jornalística, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) destacou o importante papel desempenhado pelo sistema de comunicação do Senado Federal na divulgação de idéias e concepções defendidas pelos parlamentares.
- Quando nos apresentamos nesta tribuna, estamos falando para o Brasil inteiro. Então, não me impressiona o vazio, às vezes, do Plenário, porque sei que estou falando para o Brasil inteiro - disse Paulo Duque, agradecendo ao senador José Sarney (PMDB-AP) pela iniciativa de implantação do sistema de comunicação da Casa.
Como exemplo do poder de persuasão desproporcional da imprensa carioca na década de 50 sobre a opinião pública nacional, Paulo Duque citou o episódio do suicídio do ex-presidente Getulio Vargas. Paulo Duque lembrou que a decisão tomada por Vargas foi fortemente influenciada por campanha difamatória movida por jornais de propriedade do ex-governador da Guanabara e ex-deputado federal Carlos Lacerda.
Um dos mais ferozes críticos do segundo governo de Getúlio Vargas, Lacerda foi vitima de atentado em 5 de agosto de 1954, no qual morreu o major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz. Ainda na madrugada do dia 5, Lacerda suspeitou da participação de Vargas no crime e publicou inúmeras denúncias em seu jornal, Tribuna da Imprensa.
Em aparte, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), respondendo a questionamento feito por Wellington Salgado (PMDB-MG) a Paulo Duque, afirmou que " a grande arma do Lacerda foi a imprensa".
- Esses jornais é que faziam a crise. Era uma coisa impressionante, tanto que émuito comum, ao se ler História do Brasil daquela época, os registros de adversários tocando fogo no jornal de outro lado - lembrou Heráclito.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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