Flexa Ribeiro critica aumento de tarifas bancárias

Da Redação | 25/10/2007, 17h56

Em pronunciamento nesta quinta-feira (25), em Plenário, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) condenou o aumento das tarifas bancárias, criticando a falta de transparência dos bancos nos valores cobrados pelos serviços oferecidos à população. Neste ano, segundo ele, os seis maiores bancos do país já arrecadaram R$ 21,9 bilhões de seus clientes na prestação de serviços, de acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

- O Brasil chegou ao topo do ranking mundial na cobrança das tarifas bancárias, perdendo apenas para o México, na América Latina. A classe média, que é quem mais paga tarifa bancária, está financiando, com folga, as despesas de pessoal dos bancos. Em 1994, as tarifas representaram apenas 26% da despesa dos bancos com pessoal. Hoje, representam 130% - contou.

Em seu discurso, Flexa Ribeiro lembrou que as tarifas bancárias foram debatidas em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), no dia 16, e que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já teria assegurado que o governo pretende regulamentar a questão até o final deste ano.

- É inaceitável a leniência do governo em serviço de caráter essencial para a população brasileira. Normalmente é no estabelecimento bancário que o cidadão recebe salários, paga contas e impostos - disse, observando que as tarifas bancárias já representam 0,68% da renda das famílias, de acordo com pesquisa de orçamento familiar elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Flexa Ribeiro disse ainda que vai esperar as conclusões do Ministério Público Federal em inquérito instaurado para apurar a ocorrência de supostos abusos na cobrança das tarifas bancárias.

O senador disse ter estranhado o fato de o Banco do Brasil, segundo o Dieese, ter arrecadado R$ 4,8 bilhões no primeiro semestre deste ano com a cobrança de tarifas, contra R$ 5 bilhões e R$ 5,2 bilhões contabilizados pelos dois maiores bancos privados do país.

- Ou seja, a cobrança de tarifas dos maiores bancos privados e do maior banco federal está no mesmo patamar. Estranho, porque se trata de um agente de políticas públicas. Considerando o peso dos bancos públicos em nosso país, não seria mais prático determinar a redução de tarifas nos bancos federais para que o mercado acompanhe essa tendência? - perguntou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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