César Borges destaca a marca de um milhão de automóveis construídos pela Ford na Bahia
Da Redação | 25/10/2007, 20h28
O senador César Borges (PR-BA) registrou em Plenário a comemoração, na segunda-feira (29), da marca de um milhão de automóveis produzidos que a companhia Ford no Complexo Industrial de Camaçari, na Bahia. O parlamentar recordou que a instalação da fábrica da Ford naquele estado dependeu de uma grande negociação para vencer a concorrência com o estado do Rio Grande do Sul e conseguir deslocar a produção automobilística do eixo habitual no centro-sul do país.
César Borges lembrou que o Protocolo de Intenções foi assinado em novembro de 1999-a fábrica funcionaria em outubro de 2001 - momento em que o mercado automobilístico brasileiro estava em queda.
- Estávamos produzindo menos que em 1997, marca que só estamos atingindo novamente este ano -disse o senador, para demonstrar o tamanho do desafio que representou levar a fábrica para a Bahia.
César Borges, que era governador à época da instalação da fábrica, lembrou que até partidos adversários foram favoráveis ao projeto. Destacou especialmente o papel do senador Antonio Carlos Magalhães, falecido em julho deste ano, na sua viabilização. César Borges recordou que o governo federal era contrário à transferência da fábrica para a Bahia, tendo-se convencido somente após verificar a persistência do governo estadual.
- Ou tomaríamos a decisão naquele momento ou passaríamos décadas sem uma indústria automobilística no estado - disse o parlamentar.
César Borges ressaltou a importância da fábrica para a geração de emprego e renda, acrescentando que ela serve de referência de qualidade e inovação em todo o mundo. A expectativa para 2008, é a geração de mais 8 mil empregos diretos e 50 mil empregos indiretos.
César Borges assinalou que a indústria automobilística brasileira recuperou os mesmos níveis de produção de 1997, com perspectivas de produzir até o final do ano 2,9 milhões de veículos, graças, segundo ele, ao acerto da política econômica e de crédito, ao aquecimento do consumo interno e às exportações para países como Argentina, México, Chile e Venezuela.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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