Mário Couto diz que já tem assinaturas suficientes para CPI do DNIT
Da Redação | 24/10/2007, 16h15
O senador Mário Couto (PSDB-PA) anunciou em Plenário, nesta quarta-feira (24), quejá tem o número suficiente de assinaturas para criar uma comissão parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de irregularidades no Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes.O parlamentar colheu 31 assinaturas, e leu uma a uma em Plenário agradecendo aos parlamentares por terem assinado o requerimento.
- Não tenho medo de perseguição. Venho cumprir meu dever, custe o que custar. Lá [No DNIT] está o foco de corrupção deste país. Vamos ajudar o governo Lula, não tenho dúvidas - disse o senador, para quem o atual governo padece de dois problemas graves: corrupção e excesso de gastos públicos.
O parlamentar justificou a necessidade de criação de uma CPI mostrando os resultados apontados pelo relator Demóstenes Torres (DEM-GO), em seu relatório final da CPI do Apagão Aéreo, apresentado nesta quarta-feira.
- A corrupção na Anac e na Infraero foi de 500 milhões [de reais]. Se não estancássemos, a corrupção não iria passar de um bilhão, dois bilhões? - indagou o senador, dizendo não ter dúvidas disso.
Na opinião de Mário Couto, foi a CPI do Senado que "obrigou os corruptos a saírem de lá". Ele acrescentou:
- Vamos fazer a mesma coisa com o DNIT. Vamos ajudar o presidente da República.
Gastos da Presidência da República
Mário Couto também criticou os gastos do governo, citando o caso da empresa Aplauso, promotora de eventos, que, conforme denunciou a imprensa, presta serviços a vários ministérios por preços que estariam fora da realidade de mercado. Ele condenou ainda a compra, pela Presidência da República, de 54 coturnos por R$ 10 mil; 430 taças de vinho por R$ 38 mil; e 2 mil pares de meia por R$ 14 mil.
Mário Couto reclamou ainda do tratamento dado pelo governo Lula aos aposentados e pensionistas, cujos vencimentos de 2004 a 2006 têm tido reajustes descolados do reajuste do salário mínimo, o que significou uma queda anual de 4,15%, 6,35% e 5% em seus vencimentos.
-E o presidente Lula quer que se aprove a CPMF no Senado. Não vamos nos calar. Não vamos aceitar que o presidente Lula continue maltratando aposentados e pensionistas e fazendo as despesas. Não vamos permitir que continue com a corrupção - protestou o senador, que se posicionou contrário à prorrogação da contribuição.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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