Demóstenes e Casagrande defendem valor de prova testemunhal no Conselho de Ética

Da Redação | 23/10/2007, 20h30

Os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Renato Casagrande (PSB-ES) defenderam nesta terça-feira (23) a utilização de provas testemunhais como parte dos pareceres das representações por quebra de decoro parlamentar. Demóstenes e Casagrande disseram que a eventual ausência de provas materiais não deve impedir o senador Jefferson Péres (23), relator da terceira representação contra o presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros, deapresentar um relatório consistente.

- Nos tribunais a prova testemunhal também á válida. Por exemplo, nas acusações de homicídio, normalmente o que o tribunal tem é o testemunho de alguém - disse Demóstenes em entrevista coletiva.

O senador entende que a documentação apresentada pelo usineiro João Lyra pode provar que Renan se associou ao empresário para a compra de um jornal e duas emissoras de rádio por meio de terceiros.

- Entendo que um relatório de representação por quebra de decoro é elaborado com base em vários elementos - tanto as provas materiais quanto as testemunhais e o cruzamento de dados e informações - disse Casagrande, co-autor do relatório da primeira representação.

O parecer de Casagrande e da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) foi aprovado no colegiado do conselho mas vencido no Plenário do Senado em 12 de setembro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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