Tião Viana considera coerente licença médica de Renan

Da Redação | 22/10/2007, 21h17

Ao comentar o pedido de licença médica por dez dias encaminhado, nesta segunda-feira (22), pelo presidente licenciado Renan Calheiros, o presidente interino do Senado, Tião Viana, considerou o motivo de afastamento coerente, pois uma situação de estresse seria justificável no atual momento. Sem querer antecipar sua posição pessoal, Tião Viana confirmou que a sexta representação contra Renan e a primeira contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ambas do PSOL, serão analisadas na reunião da Mesa desta terça-feira (23) e receberão, a exemplo das demais, tratamento independente e livre de paixões políticas.

Em relação às representações contra Renan, o petista acredita que seria razoável suspender a tramitação dessa última enquanto se avança no julgamento das demais. Tião Viana lembrou que o presidente licenciado do Senado já apresentou sua defesa na representação da Schincariol, em que é acusado de ter negociado a suspensão de débitos da empresa junto ao INSS, estando pendente, entretanto, sua defesa na representação sobre a compra de emissoras de rádio em Alagoas, que supostamente seriam de sua propriedade, embora estejam em nome de terceiros.

Ainda sobre o assunto, Tião Viana não crê que essa licença temporária de saúde possa prejudicar os julgamentos dos processos contra Renan no Conselho de Ética. E observou que não caberia mais a hipótese de renúncia ao Senado da parte do presidente licenciado após ter sido notificado a apresentar defesa nas diversas representações.

Tião Viana também sustentou que não se misturam o caso Renan com a votação da PEC que prorroga a CPMF. O presidente interino do Senado disse ter conversado, nesta segunda-feira (23), com o ministro chefe das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, mas disse que ainda não foi definida a data da reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e senadores para discutir a proposta de prorrogação do tributo.

Em seguida, reiterou que o governo não pode admitir mudanças na PEC da CPMF sob pena de seu retorno à Câmara impedir sua aprovação até o final de dezembro e, conseqüentemente, sua vigência já a partir de janeiro 2008. Tião Viana projeta o apoio de 43 senadores à matéria, mas, diante da necessidade de 49 votos favoráveis, ponderou que o governo ainda precisa buscar apoio entre oposicionistas.

- Temos que fazer uma negociação que interesse aos estados e à sociedade, que clama por mais recursos para a saúde - afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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