Tião acredita no diálogo para a votação da CPMF

Da Redação | 22/10/2007, 14h00

O presidente interino do Senado, Tião Viana, disse que considera mínimo o risco de a votação da proposta de emenda à Constituição que prorroga a Contribuição Provisória por Movimentação Financeira(CPMF) ficar para janeiro de 2008. Mesmo assim, destaca a necessidade de o governo apressar seu entendimento com os partidos de oposição paraprorrogar a CPMF. Ao sair para almoçar nesta segunda-feira (22), Tião disse que desconhece os planos do governo para essa votação, mas aposta no diálogo.

- Eu penso que é mínima a chance de não termos a CPMF votada este ano. Nós temos prazo regimental a ser obedecido e temos capacidade de diálogo entre governo e oposição. Só sei que o governo tem que correr para dialogar com o Senado. Para alcançar suas expectativas, o primeiro passo deve ser o diálogo e o diálogo intenso com essa Casa, que é merecedora de todo respeito. Um diálogo à luz do dia e pautado nos interesses da sociedade - disse Tião Viana.

Em entrevista concedida à saída do seu gabinete, o presidente do Senado considerou que, quando as convicções partidárias forem apresentadas, quando as negociações se realizarem, o entendimento virá à tona. Ele disse ainda que acreditar que "tudo vai ser reconhecido pela sociedade brasileira, porque o princípio da transparência vai falar mais alto".

- O governo tem amplas condições de constituir o entendimento com o Senado porque aqui é uma Casa madura, uma Casa de responsabilidade política, e o governo tem todas as possibilidades de se mostrar transparente e, nos termos das suas prerrogativas, votar um projeto que significa 40 bilhões de reais no equilíbrio orçamentário e a favor dos interesses da sociedade - afirmou.

O presidente interino do Senado também ponderou que, mais importante que impor prazo à relatora da matéria, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), deve ser priorizar o diálogo. Tião Viana recomenda que se pactue um entendimento a partir do debate pleno e profundo da matéria entre as diferentes forças partidárias. Em sua opinião, este é um debate que envolve consciência política, responsabilidade social e interesses partidários.

- O Sr. acredita num cenário de entendimento com o retorno de Renan à presidência do Senado? - indagaram-lhe na entrevista.

- Eu não vou criar nenhuma expectativa sobre o retorno do senador Renan. Acho que ele está exercendo seu direito legal de estar afastado, e a Casa tem o dever de andar, ou seja, de dialogar, votar e buscar a pacificação do ambiente. É isso que nós temos de tratar agora. Qualquer outra expectativa que possa ser contrária ou a favor não será boa porque pode precipitar interesses que podem estar nos bastidores desse debate - respondeu.

- Não já faz muito tempo que o senador Renan não aparece? - perguntaram ainda.

- Ele está dentro do prazo regimental de 30 dias para manifestar sua presença ou ausência da Casa, sem nenhum tipo de ameaça à sua estabilidade de senador. A princípio, é absolutamente natural que ele julgue que não teve condições de vir nesses primeiros dias e oferecer suas razões, que podem ser documentais e apresentadas perante à Mesa do Senado. Ele está dentro de todo o amparo regimental para faltar em até 30 dias às sessões da Casa - afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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