Cristovam questiona a "inteligência" das decisões políticas no país
Da Redação | 19/10/2007, 12h11
Ao condenar as declarações racistas do ganhador do prêmio Nobel James Watson dizendo que as posições preconceituosas do biólogo contrapõem-se à sua inteligência como cientista, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou haver diversos tipos de inteligência e apontou sinais de falta de inteligência em decisões políticas historicamente adotadas no país, como no "hábito" de deixar processos incompletos. "A abolição da escravatura está incompleta; a alfabetização está incompleta", lembrou o senador.
Para Cristovam, também o desenvolvimento brasileiro é incompleto, pois prestigia o crescimento, mas não distribui o produto; é baseado na produção, mas não na ética, na saúde, na moradia. "É difícil saber se há inteligência na política", observa Cristovam.
O senador pelo DF ressaltou ainda que a lei que assegura a fidelidade partidária (PEC 23/07), aprovada pelo senado na quarta-feira, também é incompleta, pois garante fidelidade entre candidatos e partidos, mas não entre partidos e eleitores. O parlamentar sugere que a lei seja complementada, aperfeiçoada, para que reúna elementos capazes de fortalecer os partidos.
Em seu discurso, Cristovam anunciou ainda a apresentação de requerimento de voto de pesar pela morte do poeta e escritor Cassiano Nunes, que morreu esta semana, em Brasília.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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