Flexa Ribeiro critica invasões do MST no Pará

Da Redação | 18/10/2007, 20h09

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) criticou em Plenário nesta quinta-feira (18) a invasão por aproximadamente 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) da Estrada de Ferro Carajás, no município de Parauapebas (PA).

O parlamentar criticou também o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que anunciou na semana passada a decisão de invadir a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, instalada próximo aomunicípio de mesmo nome.

- É lamentável que esses movimentos se coloquem à margem da lei e cheguem ao extremo de anunciarem o que farão sem que haja por parte dos governos estadual e federal uma ação enérgica - protestou o parlamentar.

Além de prejudicar o transporte de minério de ferro pela Companhia Vale do Rio Doce, ressaltou o parlamentar, com o movimento fica prejudicado também o transporte de 1.300 passageiros e de combustível para abastecer o sul e o sudeste do estado.

O representante paraense lamentou que fatos dessa natureza ocorram num momento em que a Vale anuncia investimentos da ordem de US$ 20 bilhões até 2012, que irão gerar, segundo ele, cerca de 68 mil empregos diretos e indiretos.

Flexa Ribeiro, recorrendo a notícia publicada no site do jornalista Ricardo Noblat, criticou a postura assumida pela governadora Ana Julia Carepa que, supostamente, estaria atuando para "forçar a Vale" a negociar com o MST. Para o senador, ao invés desta postura, o governo deveria celebrar mais parcerias com a empresa de forma a viabilizar recursos às áreas de saúde, segurança, educação e transporte, demandas geradas com a implantação de projetos de mineração no estado.

- Isso, sim, é uma forma correta de negociar. Mas não exigir - disse o senador.

O parlamentar criticou também o repasse do governo federal a algumas Organizações não Governamentais (ONGs) vinculadas ao MST, que estariam sustentando o movimento e as invasões ilegais com dinheiro dos contribuintes. Flexa Ribeiro lembra ainda a campanha do movimento em favor de uma nova estatização da Vale.

- O MST se arvora em algo mais do que o Congresso Nacional e em partido político. Determina nas suas reivindicações que a Vale tem que ser reestatizada - criticou o parlamentar, para quem o movimento se engana ao desconhecer que a maior parte do capital da empresa é controlada por fundos de pensão, que pertencem fundamentalmente a trabalhadores de órgãos públicos federais.

Ao final de seu pronunciamento, o parlamentar pediu para que o governo de Luis Inácio Lula da Silva destine recursos ao estado do Pará, conforme prometeu durante campanha eleitoral para "diminuir a violência no Pará". Nos dez meses de governo do PT no estado, segundo o senador,não foi feito, por exemplo, nenhum investimento relevante em segurança pública.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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