Ideli destaca pedágio mais barato em concessões de estradas

Da Redação | 15/10/2007, 20h46

A líder do bloco de apoio ao governo, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), enalteceu o deságio do preço de pedágio a ser cobrado pelas empresas ganhadoras do leilão de concessão de diversas rodovias federais, realizado na última terça-feira (9). O deságio médio foi de 45% em referência ao preço formulado no edital, mas chegou a 63% em uma licitação.

Ideli elogiou os esforços da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, contra a cobrança de outorga - dinheiro pago de imediato ao governo, para a aquisição da concessão. Sem o valor para outorga, o deságio na cobrança do pedágio foi o principal valor para decidir o ganhador da concessão, que vale por 25 anos.

A líder do PT enfatizou ainda que, sem a outorga, a taxa de retorno do investimento - o lucro da concessão - caiu para 9% do valor cobrado no pedágio. Segundo ela, no governo de Fernando Henrique Cardoso - quando a outorga decidia a concessão -, a taxas de retorno variou entre 17% e 24%.

- E uma taxa muito mais compatível com lucratividade média dos diversos setores produtivos do Brasil - afirmou a parlamentar, lembrando que o custo do pedágio por quilômetro ficou, no último leilão, em R$ 0,02, enquanto os pedágios já cobrados em São Paulo têm um custo por quilômetro de R$ 0,12, ou seis vezes maior.

Ideli destacou que, com base nesses dados, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, no dia seguinte ao leilão, o rever todos os contratos de concessão em andamento no Brasil.

Em aparte, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) elogiou a firmeza da ministra Dilma Rousseff.

A líder do PT também desejou, em nome da bancada, sucesso ao senador Tião Viana (PT-AC), que assumiu interinamente a presidência do Senado por 45 dias.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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