Senadores elogiam propostas feitas por crianças e adolescentes na CDH

Da Redação | 11/10/2007, 15h20

Os senadores da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) cumprimentaram o presidente do colegiado, senador Paulo Paim (PT-RS), por ter convocado, pela primeira vez na história do Senado, crianças a participar de uma audiência pública. A audiência, disse Leomar Quintanilha (PMDB-TO), "foi fenomenal", e fez com que os senadores recebessem muitas lições dos estudantes de escolas públicas das cidades satélites do Distrito Federal.

 Ledo engano os que imaginam que só os mais vividos e mais experientes têm lições a dar. Quantas lições estamos recebendo aqui desses jovens brasileiros - disse Quintanilha para os 16 estudantes do ensino básico e fundamental, que fizeram propostas, reunidas, durante o evento, em um projeto de lei protocolado no colegiado.

Paim destacou que o debate representou a verdadeira democracia participativa e José Nery (PSOL-PA) reconheceu que os alunos falaram da realidade das escolas e da própria comunidade, observando que suas idéias poderiam compor um excelente plano de governo e uma orientação segura para as diversas esferas do Parlamento brasileiro.

 Os alunos trataram dos mais diferentes temas que interessam para a construção de um Brasil mais justo, vinculado às lutas do nosso povo - disse Nery, que destacou a importância das medidas serem adotadas na área da educação, da segurança nas escolas, da segurança no trânsito e do meio ambiente, como propuseram as crianças e adolescentes.

Eduardo Suplicy (PT-SP) explicou para os jovens o que faz um senador e que representa, segundo o parlamentar, o povo do estado que o elegeu. Suplicy disse também que os senadores fazem propostas e têm a responsabilidade de legislar, votando leis elaboradas pelo Executivo, pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, entre outras funções.

Sérgio Zambiasi (PTB-MS) disse que, como cidadãos, todos têm o dever de promover a inclusão social, observando que os alunos deram bastante destaque em seus pronunciamentos para a questão da violência nas escolas. Mão Santa (PMDB-PI) disse, por sua vez, que esta quinta-feira (11) foi "o dia mais bonito do Senado", apesar de os senadores estarem vivendo momentos de muita dificuldade.

 Temos que ter esperança e talvez aqui seja o início. Estamos vivendo atualmente uma barbárie e temos de melhorar essa situação, pois o momento que estamos vivendo é o período mais difícil dos 507 anos do Brasil - afirmou Mão Santa.

O intercâmbio entre o Legislativo e os estudantes precisa continuar, disse Garibaldi Alves (PMDB-RN), para quem o Congresso é o poder mais incompreendido e mal julgado do país.

 Isso talvez ocorra pela falta de maior intimidade dos estudantes com esse Poder, mas eles logo serão eleitores e terão de compreender um Poder como esse, que serve à democracia, à liberdade e ao cidadão - ressalvou Garibaldi.

Em nome do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) - ausente devido a uma viagem a Buenos Aires -, o subchefe de seu gabinete, João Rios, distribuiu aos estudantes uma bandeira do Brasil que estampava "Educação e Progresso", em vez do dístico "Ordem e Progresso". O assessor contou que a bandeira foi confeccionada a partir de uma pesquisa feita na Rodoviária de Brasília, onde 74% dos entrevistados aprovaram essa mudança.

O suplente de Cristovam, Eurípedes Camargo, também falou na audiência, observando que o Legislativo ainda tem "muitas amarras" para que o povo possa ter voz em suas dependências e elogiou a atitude de Paim.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: