Efraim Morais diz que seca do Nordeste é grave e pede socorro a Lula

Da Redação | 27/09/2007, 18h28

O senador Efraim Morais (DEM-PB) afirmou, em discurso nesta quinta-feira (27), que a atual seca do Nordeste é mais grave do que as autoridades do governo imaginam e anunciou que 143 municípios da Paraíba decretaram estado de emergência na quarta-feira (26).

Efraim Morais apelou ao presidente Lula para que libere verbas para ajudar os flagelados e lamentou que a prometida ajuda do Ministério da Integração Nacional aos municípios piauienses esteja "encalhada no aparato burocrático da máquina administrativa".

O senador disse que a seca vem atingindo várias regiões e que, só no Piauí, há mais de um milhão de pessoas afetadas. Acrescentou que, fora do Nordeste, a seca já fustiga municípios do Tocantins, do Espírito Santo e de Minas. Outro estado nordestino afetado é o Maranhão.

- Entre os 143 municípios paraibanos que decretaram estado de emergência, existem alguns em situação desesperadora.Em Picuí, por exemplo, não chove há sete meses. As perdas da agricultura da Paraíba chegam a 80% - informou.

O senador ponderou que o Nordeste não precisa só de medidas de emergência, mas ações de médio e longo prazo que minimizem os efeitos das estiagens. Ele defendeu o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco para os estados mais ao Norte da região nordestina.

Efraim Morais voltou a pedir que o governo Lula perdoe as dívidas dos pequenos agricultores nordestinos, lembrando que foram perdoadas as dívidas de outros países, como Bolívia, Paraguai, Cabo Verde, Gabão e Moçambique. O governo argumentou que se tratavam de países pobres sem condições de pagar por seus empréstimos.

- Por que não oferecer o mesmo perdão aos nossos agricultores pobres? - indagou.

Em aparte, o senador Mão Santa manifestou o seu apoio ao discurso de Efraim.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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