Mozarildo registra realização da Semana do Maçom
Da Redação | 17/08/2007, 11h50
O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) registrou, em discurso no Plenário nesta sexta-feira (17), a homenagem prestada pela maçonaria brasileira à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, na quinta-feira (16). O senador informou que no mesmo dia teve início uma série de eventos relativos à Semana do Maçom.
Mozarildo contou que há representantes do Grande Oriente do Brasil de todos os estados do país reunidos desde a quinta-feira, quando houve a abertura dos trabalhos. A partir desta sexta-feira, os maçons discutem temas de interesse nacional, como a Amazônia, a realidade política brasileira, o desenvolvimento econômico e a criminalidade, citou Mozarildo. No sábado (18), informou o senador, será votado um documento final, uma carta do Grande Oriente do Brasil à Nação.
Segundo Mozarildo, a ministra recebeu homenagem pela sua competência, integridade e trajetória. De acordo com o senador, ao receber a homenagem a ministra se disse "surpresa", observando que tinha "desconfiança" em relação à maçonaria por ser uma instituição que, historicamente, "repele as mulheres". Mas, ainda conforme relato de Mozarildo, Ellen Gracie disse que via com satisfação a homenagem, que interpretou como uma "mudança de parâmetros", mostrando que a organização está "em vias de superar as idéias excludentes que privaram metade da população de participar mais ativamente dos destinos da Nação".
O senador disse que muitas pessoas pensam que a maçonaria "é um clube do Bolinha, onde mulher não entra".Segundo ele, a maçonaria "se esteia na mulher", uma vez que só aceita homens casados se a esposa concordar com o ingresso do marido na instituição. Mozarildo acrescentou que existe, inclusive, uma associação das mulheres de maçons, chamada Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul, que presta assistência social a necessitados.
O parlamentar se disse contrário à orientação de não se divulgar o que a sociedade maçônica faz. Na opinião dele, a divulgação é necessária para evitar preconceitos que existem contra os maçons devido à ignorância sobre as realizações da organização.
- Temos o dever de prestar contas à sociedade sobre o que fazemos. Fazemos o bem e, se não divulgamos o bem que fazemos, damos margem a sermos mal interpretados pela sociedade - afirmou.
Mozarildo destacou que a maçonaria respeita todas as religiões, mas que a organização determinou o que o senador considera "uma discriminação positiva", que é não aceitar quem "não acredita em um ser superior".
Em aparte, os senadores Mão Santa (PMDB-PI), Efraim Morais (DEM-PB) e Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) associaram-se àhomenagem prestada a Ellen Gracie. A senadora Fátima Cleide (PT-RO) contou que é filha e irmã de maçons e parabenizou a maçonaria pela homenagem prestada à ministra.
- Infelizmente, o número de mulheres que conseguem ascender ao espaço público de decisão é ainda muito pequeno no Brasil. Se tivéssemos mais mulheres como Ellen Gracie, teríamos situação bem diferente em relação às decisões judiciais no país - afirmou Fátima Cleide.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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