Presidente da CPI quer ouvir Nelson Jobim

Da Redação | 01/08/2007, 11h45

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, poderá ser ouvido pelos senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo. O presidente da CPI, senador Tião Viana (PT-AC), incluiu na pauta de votações que deve ser examinada na reunião desta quarta-feira (1º), às 17h, requerimento de sua autoria pedindo a presença, na comissão, do novo ministro. Em outro requerimento que deverá ser examinado na mesma reunião, Tião Viana pede às empresas de avião civil TAM, GOL e Varig "informações sobre a escala de trabalho dos tripulantes de suas aeronaves nos últimos noventa dias".

Os dois pedidos de Tião Viana foram anexados à pauta que já previa a votação de outros nove requerimentos de autoria do relator da CPI, senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Desses, seis pedem a transferência dos sigilos bancário, telefônico e fiscal, a partir de 1º de janeiro de 2003, de Fernando Brendaglia de Almeida, Márcia Gonçalves Chaves, Mariângela Russo, Michel Farah, Ettore Ferdinando Casoria e da empresa FS3 Comunicação e Sistema Ltda.

A FS3 Comunicação e Sistema foi contratada em 2003 para fornecer o software de gerenciamento de publicidades em aeroportos. Fernando Brendaglia de Almeida, Márcia Gonçalves Chaves e Mariângela Russo são funcionários da Infraero investigados por supostamente terem cometidos irregularidades na contratação da empresa. Michel Farah e Etrore Ferdinando Casoria são donos da FS3.

A CPI também deverá votar requerimentos de Demóstenes pedindo à Infraero cópias do processo de cessão de áreas "sub-judice" da empresa Transbrasil e cópias das faturas emitidas contra a empresa Aeromídia Publicidade Ltda, no período entre 1º de outubro de 2006 e 28 de fevereiro de 2007.

Um outro requerimento do relator solicita à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos cópias dos pedidos de inserção e veiculação e suas respectivas faturas, emitidos pela Agência de Publicidade Giovanni, FCB S/A entre os dias 1º de outubro de 2006 e 28 de fevereiro de 2007.

Sílvia Gomide e Roberto Homem/Repórteres da Agência Senado

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)