PSOL entrega à Mesa representação contra Gim Argello

Da Redação | 17/07/2007, 20h19

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protocolou no final da tarde desta terça-feira (17), junto à Secretaria-Geral da Mesa do Senado, uma representação para verificação de suposta quebra de decoro parlamentar pelo senador Gim Argello (PTB-DF), empossado no cargo nesta data, em substituição a Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato na noite do dia 4 de julho. A entrega do documento, que poderá ser encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, foi acompanhada pelo senador José Nery (PSOL-PA), pela ex-senadora Heloisa Helena e por deputados federais filiados ao partido.

- Parece que o senador Gim Argello não tem explicações convincentes para justificar a ampla folha corrida que envolve o nome dele e sua atuação aqui no Distrito Federal. Esperamos que a representação seja acolhida pela Mesa, remetida ao Conselho de Ética e instalado o devido processo investigatório para ver se houve quebra de decoro pelo senador - disse Nery.

Na representação, o PSOL solicita que seja apurada a suposta participação de Gim Argello na Operação Aquarela, por meio da qual a Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério Público Federal apuram o desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB). Também solicita a tomada de depoimentos do presidente do Conselho de Administração da Gol Transportes Aéreos, Constantino de Oliveira; do ex-presidente do Banco de Brasília, Tarcísio Franklin de Moura; do ex-assessor do ex-senador Joaquim Roriz, Valério Neves Campos; e do major da Aeronáutica, Fabrício Ribeiro dos Santos.

Ao longo das investigações da Operação Aquarela, Roriz foi flagrado negociando com Tarcísio Franklin de Moura a suposta divisão de R$ 2,2 milhões, que pertenceriam a Nenê Constantino. A escuta telefônica foi obtida por meio de autorização judicial.

- É estranho Roriz ter renunciado e que outra pessoa, envolvida na mesma denúncia, continue no Senado - argumentou Nery.

Em entrevista à imprensa antes da posse de Gim Argello, o senador Romeu Tuma (DEM-SP) voltou a reiterar que o juiz Roberval Belinati, da 1ª Vara Criminal do Distrito Federal,pretendia enviar a documentação sobre o parlamentar ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso o representante do PTB do Distrito Federal fosse empossado no Senado. Tuma disse que o juiz poderá ainda encaminhar os dados à Corregedoria da Casa se os documentos forem requisitados pelo órgão. Belinati é o juiz responsável pelo processo resultante da Operação Aquarela.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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