Renan recomenda proteção do Cerrado e da Amazônia

Da Redação | 30/05/2007, 13h23

O presidente do Senado, Renan Calheiros, encerrou a sessão de homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente nesta quarta-feira (30), afirmando que a legislação ambiental brasileira é uma das mais avançadas do mundo e que por isso multiplicam-se as iniciativas de demarcação legal de áreas de preservação e conservação ambiental. Ele considerou contudo delicada a situação do Cerrado e da Amazônia, afirmando que o futuro dessas áreas dependerá da capacidade do Brasil de conciliar conservação e exploração econômica.

-Já é corriqueiro que a legislação recente, nas áreas de fronteira temática, traga consigo, como marca de origem, a preocupação com o meio ambiente, como é o caso do marco regulatório das atividades de saneamento, aprovado pelo Congresso. Os recursos, entretanto, ainda são escassos. Sua falta vem impedindo que avanços trazidos pela legislação alcancem a plena efetividade. Como exemplos disso, posso citar a proteção de áreas de preservação e de conservação e a implementação da exploração sustentável das reservas extrativistas.

Para Renan, esse é um desafio urgente, cujo enfrentamento não poderá aguardar a chegada de uma próxima geração, devendo ser solucionado rapidamente, e por todos os brasileiros. Ele disse que a contribuição nacional à redução dos fatores causadores do aquecimento global, especialmente à substituição dos combustíveis fósseis, mais do que uma prioridade nacional, é uma empreitada de alcance amplo, que vem sendo acompanhada por todos os países do mundo com grande ansiedade.

- O álcool e o biodiesel representam, hoje, ferramentas formidáveis para o esforço de viabilizar o progresso com menor custo ambiental. Representam ainda, para os brasileiros, a materialização de uma histórica promessa de redenção econômica, com fortes repercussões no campo do trabalho, da geração de riqueza e da justiça social.

Em seu discurso, Renan citou especialmente a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), autora do requerimento de realização da sessão especial, por suas iniciativas em favor da proteção do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Disse que, nas figuras dessas duas lutadoras, queria homenagear aqueles que, com firmeza, serenidade e espírito aberto, fazem avançar as teses do respeito ao meio ambiente e do desenvolvimento sustentável.

O presidente do Senado disse também que, no Brasil, a temática ambientalista somente se impôs como prioridade política e social com a redemocratização do país, repercutindo em vários movimentos articulados principalmente no âmbito da sociedade civil, a exemplo do liderado pelo ambientalista Chico Mendes. Em sua opinião, atualmente o Brasil reverbera o debate ambiental em curso no mundo, preocupando-se com temas que vão da necessidade de preservação da biodiversidade até os estudos sobre o impacto da poluição na estabilidade do clima.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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