Crivella: "Às vésperas do Pan, o Rio vive o pânico"
Da Redação | 30/05/2007, 18h06
O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) chamou a atenção dos parlamentares e da sociedade, em discurso nesta quarta-feira (30), para a manifestação promovida pelo movimento Rio da Paz, no gramado em frente ao Congresso Nacional, onde foram colocados 15 mil lenços brancos em sinal de protesto contra a morte de 15 mil pessoas em decorrência da violência no Brasil este ano.
- É um número que constrange a todos. Quinze mil famílias choram no país, órfãos, pais sem filhos, viúvas e viúvos, brasileiros vitimas de uma catástrofe, que é o colapso da segurança pública no pais - lamentou o parlamentar, que se referiu à manifestação como"um monumento de cidadania" e como forma encontrada pela sociedade para expressar sua revolta.
Em seu discurso, Crivella comparou o pânico vivido pelas pessoas indefesas diante da falência do Estado em promover a segurança pública com a sigla dos jogos Pan-Americanos.
- Nunca vi em toda minha vida situação tão dramática; a violência alcança níveis que não há mais como defini-la - afirmou o parlamentar.
O senador descreveu o descontrole da violência no Rio de Janeiro, particularmente no Morro do Alemão, onde as crianças da comunidade estão sem aulas há mais de 30 dias e esta não têm acesso ao pronto-socorro local, ao transporte e ao comércio.
Relatou a situação protagonizada pela polícia que tenta revidar a ação do crime organizado utilizando os chamados "caveirões" - carros blindados -, com os quais entra no morro, e sai desses veículos tentando se proteger e atirar para barrar a atuação dos bandidos, sem, no entanto, conseguir seu intento. E o que é pior, conclui, Crivella, colocando a vida da população em risco para em seguida abandoná-la nas mãos do tráfico que segue normalmente em suas atividades criminosas.
Apartes
O senador recebeu apoio dos colegas Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA). O primeiro elogiou a forma pacifica de protesto do movimento Rio da Paz e ponderou que este tem razão em chamar a atenção do Legislativo e do Executivo para o fenômeno da banalização do crime. O segundo, por sua vez, disse que, apesar de o Senado ter aprovado projetos de melhoria da segurança pública, que tramitam na Câmara dos Deputados, as ações não serão efetivas se o governo não disponibilizar recursos para o setor.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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