Flexa Ribeiro pede retirada pacífica de usina de Tucuruí
Da Redação | 23/05/2007, 19h19
O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) espera a retirada pacífica das famílias que ocuparam, na madrugada desta quarta-feira (23), a sala de comando de distribuição de energia da Usina Hidrelétrica de Tucuruí (PA). O anúncio foi feito em Plenário pelo parlamentar, ao comentar notícia divulgada pela Agência Estado, segundo a qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o envio de tropas federais à usina, como forma de evitar a interrupção no fornecimento de energia à região Norte.
Em seu pronunciamento, Flexa Ribeiro condenou a ocupação da hidrelétrica e lamentou que a obra esteja sujeita a esse tipo de ação. O senador pelo PSDB do Pará também reprovou declarações à imprensa da diretora nacional do movimento, Liciane Andrioli, que colocou como objetivo da ocupação "fazer andar as negociações para atender os atingidos pela barragem".
- Liciane informou que essa é uma mobilização nacional e que em Goiás, por exemplo, foi interrompido na madrugada de hoje o tráfego na Belém-Brasília, onde mais de mil pessoas estão fechando a rodovia. E, pior ainda, estão sendo articulados movimentos no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraíba, Ceará e Minas Gerais - disse Flexa Ribeiro aos senadores.
A usina foi ocupada por cerca de 600 famílias ligadas à Via Campesina, juntamente com integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem. Os manifestantes reivindicam o pagamento de indenização às famílias desalojadas para a construção da hidrelétrica, há 23 anos. Os ocupantes da usina também exigem melhorias na educação e saúde, pavimentação de estradas e redução da tarifa de energia elétrica, de acordo com informações que vêm sendo divulgadas pela imprensa.
Em março de 2006, mulheres ligadas à Via Campesina ocuparam uma unidade da Aracruz Celulose no Rio Grande do Sul, durante a qual houve a destruição de um viveiro de mudas mantido pela empresa, no qual eram realizadas pesquisas experimentais em benefício da produtividade da celulose.
A Via Campesina é um movimento internacional que coordena organizações camponesas de pequenos e médios agricultores, trabalhadores agrícolas, mulheres rurais e comunidades indígenas e negras da Ásia, África, América e Europa, de acordo com o site da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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