Mozarildo Cavalcanti lembra os 62 anos do PTB

Da Redação | 21/05/2007, 17h57

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) disse nesta segunda-feira (21) que o país não pode abrir mão das conquistas do trabalhismo, admitindo-se apenas adaptações necessárias a um estado social-democrata moderno. O discurso do parlamentar teve como objetivo homenagear o Partido Trabalhista Brasileiro, que completou 62 anos no dia 15 passado.

Mozarildo lembrou que a criação do PTB por Getúlio Vargas, em 1945, fez parte de um conjunto de ações visando à valorização da força do trabalho, fundamental para o desenvolvimento do país. Por esse motivo, foram criados o Ministério do Trabalho e a Justiça do Trabalho, editada a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e estabelecido o salário-mínimo.

- Até aquela época, os trabalhadores não tinham um canal, um partido, que os representassem. Apenas os empregadores, a elite, tinham realmente partidos fortes - disse o senador.

Mozarildo lembrou que durante o regime militar o partido foi extinto, como outros, ressurgindo tempos depois, mas dividido, já que parte dos comandantes do PTB fundou o PDT. Assim, o PTB teve que fazer uma mudança de rumos, de modo a se consolidar.

- Muitas vezes a relação capital-trabalho é difícil. Inclusive há interpretações variáveis de país para país, mas ninguém hoje em dia ousa, a não ser nas ditaduras ferrenhas, ignorar o direito do trabalhador - disse o senador, que afirmou o princípio do direito adquirido como ponto inarredável de qualquer discussão sobre mudanças como a flexibilização da legislação trabalhista e a reforma da Previdência.

O senador disse não ter dúvida de que a legislação de 60 anos atrás "tem que ser atualizada em alguns aspectos, principalmente para os jovens que vão entrar no mercado de trabalho" e no caso da prestação de serviços por empresas a outras empresas. Ele repudiou, no entanto, o desrespeito "ao que já é um direito sagrado dos trabalhadores".

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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